A seleção do sexo das crias antes de as vacas serem cobertas tem despertado interesse crescente dos produtores. Desenvolvida pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos na década de 70, a técnica da sexagem tem atraído principalmente produtores de leite, para quem o nascimento de fêmeas significa não somente a possibilidade de se acelerar o melhoramento genético, mas também a reposição de fêmeas no rebanho.
A adoção da técnica não depende do porte da atividade leiteira, mas de seu nível de profissionalização. "O produtor que utiliza sêmen sexado é aquele que faz contas e procura alternativas para aumentar a eficiência de seu rebanho. Ele pode ter 15 vacas ou 1.500", afirma Fábio Fogaça, da Alta Genetics.
Outra vantagem oferecida pela técnica é a obtenção de animais dentro da propriedade, o que, além de reduzir custos com a aquisição de bezerras, evita problemas de sanidade e adaptação da recém-chegada. Sem contar que o tempo de prenhez deixa de ser desperdiçado com a gestação de um macho. "A técnica é um divisor de águas", diz o veterinário Raul Lara Rezende, gerente da CRV Lagoa.
Saiba mais sobre a estratégia para aumentar o rebanho leiteiro na edição nº 52 de Mundo do Leite