O primeiro passo para tornar a pastagem perene é escolher uma forrageira adaptada às condições de clima e solo da região. "Um capim que produz bem nas condições de cerrado pode não se adaptar a uma região semiárida, onde chove pouco. Da mesma forma, por não serem resistentes às geadas, a maioria das braquiárias não se adapta à região Sul", explica Adilson de Paula Almeida Aguiar, professor de forragicultura da Faculdades Associadas de Uberaba (Fazu) e diretor da consultoria Consupec, também de Uberaba, MG. Segundo ele, nenhum manejo contribuirá para tornar a pastagem perene se a espécie escolhida não for adequada.
O segundo procedimento diz respeito ao momento de introdução dos animais no pasto. Esse cuidado é importante para se evitar o sobrepastejo e a degradação da gramínea, e é fácil de ser adotado. Trata-se de respeitar a altura do capim no piquete à entrada e saída do gado. Nas áreas não adubadas, Marco Penati, professor do Departamento de Zootecnia da Esalq/USP, de Piracicaba, SP, recomenda que o capim seja deixado numa altura um pouco maior do que o indicado, tanto na entrada quanto na saída dos animais, uma vez que, sem nutrientes no solo, a capacidade de recuperação da forragem após o pastejo é menor.
"Esses três itens juntos - variedade da forragem, introdução dos animais no pasto e uniformidade do pastejo - têm grande impacto na prevenção da degradação da pastagem, e nenhum deles implica gastos com insumos, apenas alterações no manejo", destaca Aguiar.
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