Os preços ao produtor no primeiro trimestre apresentaram um comportamento mais favorável ao produtor melhor que o verificado em igual período do ano passado.
A alta é de cerca de 20%, R$ 0,60 o litro para R$ 0,72 o litro. "Isso pode ser considerado bastante bom", afirma o economista e pesquisador da Embrapa Gado de Leite, Glauco Carvalho. Ele adverte que, paralelamente a esse incremento dos valores pagos ao produtor, houve um aumento no preço dos insumos, sobretudo
os relacionados à alimentação dos bovinos leiteiros.
Esse cenário em que os preços ficam à mercê das mudanças, sejam elas climáticas sejam no volume estocado, só para citar dois exemplos, deixam o mercado mais volátil, ou seja, com alterações mais frequentes de preço para baixo ou para cima. Para o produtor, o resultado é uma dificuldade maior de gerenciar sua atividade. Daí a necessidade de manter os custos de produção sob controle.
Os preços em alta verificados no mercado doméstico são positivos para o produtor, mas causam alguma incerteza no médio prazo. A dúvida é se a indústria conseguirá repassar essa alta para o consumidor. Isso pode significar um ano de repasse de preço mais difícil por parte da indústria, o que ainda não foi verificado, com uma possibilidade de inibição da alta de preço ao produtor.