Como os preços apontam médias,existem muitas situações, e a melhor delas é para quem conseguiu aproveitar os bons preços da arroba em um custo de produção mais baixo Nesse sentido ganhou quem vendeu o boi gordo no primeiro semestre do ano, quando os preços foram maiores do que os registrados no mesmo período de 2010.
Quem apostou todas as fichas na entressafra, principalmente quem lança mão do confinamento, não logorou tanto sucesso. De qualquer forma , como mostra o tradicional levantamento da Scot Consultoria , de Bebedouro, SP, em termos de rentabilidade, quem fez ciclo completo ou recria e engorda com crescente aplicação de tecnologia conseguiu retorno de 6,5%,superior ao de quem plantou soja e milho em 2011 (6,3%), à evolução do Índice Geral de Preços/ IGP-DI (5%) e a alguns bons arrendamentos de terra (3,8%).
Com a pecuária leiteira aconteceu situação semelhante à de corte: bons preços pagos ao produtor (deflacionado, o preço médio de R$ 0,84 por litro foi o melhor dos últimos 12 anos, segundo o Cepea) ofuscados por uma significativa elevação nos custos de produção.
Do lado da comercialização de gado em leilões, a bonança registrada em 2010 continuou no ano passado . A receita de R$ 860 milhões foi 8% maior na venda de genética bovina, ofertada numa quantidade 21% maior. No antes da porteira , os sinais de bons negócios ficaram evidentes nos segmentos de inseminação artificial, suplementos minerais, sementes e forrageiras e produtos veterinários.
Agora é esperar que se confirmem as previsões de que a pecuária brasileira terá novamente um bom ano em 2012, contando para isso com a continuidade no crescimento de renda da população, motor do consumo e sustentáculo da produção.
As expectativas para os diversos setores da pecuária estão no Anuário 2012 da Revista DBO. Adquira o exemplar impresso e confira.