A produção nacional de leite em 2011 indica uma expansão inferior à taxa de 5% obtidos em anos anteriores e aquém da inicialmente prevista. A CNA - Confederação Nacional da Agricultura, que estimava um crescimento de 3%, revisou seus números para uma expansão de apenas 1%, ou 31 bilhões de litros, enquanto a Embrapa Gado de Leite, de Juiz de Fora, MG, reduziu em cerca de 1% a sua estimativa, calculando um acréscimo de 3,5%, e o Conil - Conselho Nacional das Indústrias de Laticínios indica um crescimento de 1% a 2%, aquém de sua previsão de 4%. Para o ano que se inicia, a expectativa é de aumento mais elevado na produção
Ao explicar esse desempenho, Bruno Lucchi, assessor da Comissão Nacional da Pecuária de Leite da CNA, afirma que, apesar do aumento dos preços pagos ao pecuarista, os custos de produção também se elevaram, provocando uma redução de margens e desestímulo à expansão da oferta. Essa é também a avaliação de Rosangela Zoccal, da Embrapa Gado de Leite. O presidente da Comissão da CNA, Rodrigo Alvim, observa que se as fortes importações de lácteos não tivessem ocorrido, a produção interna poderia ter respondido com uma oferta mais robusta. Dentre as situações que afetaram a produção em 2011, Lucchi acrescenta as intempéries climáticas, primeiro na região Sul, onde no início do ano a chuva e o frio intensos prejudicaram as pastagens e, posteriormente, em áreas do Brasil Central, onde a estação chuvosa demorou a se firmar.
A reportagem completa pode ser conferida na edição impressa do Anuário 2012