A eficiência econômica e os impactos sociais e ambientais do atual modelo da agropecuária têm sido questionados em muitos aspectos. A pecuária é, de certa forma, responsabilizada por um grande passivo ambiental, sendo que a atividade é associada, muitas vezes indevidamente, ao desmatamento e à degradação ambiental.
A área ocupada pela pecuária no Brasil apresenta grande potencial para aplicação de sistemas silvipastoris (SSPs), que podem também ser chamados de sistema de integração Pecuária-Floresta, pois combinam a produção de árvores com a criação de animais. Esse sistema faz parte do conceito mais abrangente de sistemas integrados de produção agrícola, sendo que os princípios e as tecnologias empregados são perfeitamente aplicáveis aos sistemas mais complexos de integração lavoura-pecuária (iLP) e lavoura-pecuária-floresta (iLPF) e estão em consonância com o Programa Agricultura de Baixo Carbono (Programa ABC), criado em 2010 pelo governo federal.
Os SSPs têm grande variedade de aplicação, desde a recuperação de pastagens em solos de baixa fertilidade (criação extensiva de bovinos de corte) até à produção de forrageiras de inverno e constituição de bancos de proteína (bacias leiteiras de alta produtividade). Os SSPs são substancialmente mais complexos do que a pecuária convencional. Neles devem-se planejar e manejar simultaneamente três componentes: o gado, as pastagens e as árvores, de forma cooperativa. Além da maior complexidade do sistema, um dos maiores desafios encontrados nesses empreendimentos é a escolha das espécies florestais, bem como a forma de sua implantação, especialmente com relação à sua distribuição espacial, de forma que a combinação correta desses fatores otimize a produção de madeira e o uso da área para pastagem. Portanto, a escolha de espécies florestais adequadas, a utilização de mudas de boa qualidade e o planejamento criterioso de acordo com os objetivos da produção e das demandas de mercado, são fatores fundamentais para o sucesso com sistemas agroflorestais e silvipastoris.
O artigo completo está na edição impressa do Anuário 2012