Dou-lhe uma: "era uma vez" é só um jeito de começar histórias. Mas não dá para começar com "era uma vez em 1982" a história dos leilões rurais, pois ela vem tralhada bem antes dessa data. O gaúcho Jarbas Knnor já havia realizado seu primeiro leilão em 1960, dois anos após nomeação como leiloeiro, mesma época em que também estreava Trajano Silva. É dessa e da década seguinte que ao nomes deles juntaram-se os de criadores e empresários paulistas, como Sérgio Piza, Paulo Pimentel, Gérson Prata, José Eduardo Prata de Carvalho e mais uma leva de gente que moldaram os remates como os conhecemos hoje e se tornaram minaretes de uma época.
E quem iria contar tudo isso nos pormenores? Dou-lhe duas e espero: "era uma vez" é só um jeito de partilhar histórias. Então dou-lhe três e a história do "era uma vez de março em 1982" tem como enredo o "Informativo DBO, o seu jornal de leilões", que na terceira página trazia um calendário com 23 eventos. A agenda foi o início de um acompanhamento especializado desse mercado que, como dizia Odemar Costa no editorial do mês seguinte, veio para "tratar da comercialização na agropecuária, essa atividade que pode nos redimir diante do mundo". Passadas
três décadas, quem o desmentiria?
Os leilões se popularizaram, abraçados por empresários de todos os segmentos e dispostos a investir. E como "quase tudo na vida tem um pouco de inesperado", na frase cunhada por Antônio Carlos Pinheiro Machado na página 8 da edição de junho de 1982, uma equipe com foco na notícia foi a campo retratar uma era.
Leia mais na revista DBO de março.