Os pecuaristas conseguiram finalmente um meio de garantir remuneração diferenciada para o chamado boi Europa. No final do ano passado, as agências de defesa do Mato Grosso do Sul e Goiás autorizaram os produtores inscritos na Lista Traces a solicitar (caso o frigorífico se recuse a pagarlhes ágio) o não preenchimento do campo 17 da GTA, no qual se informa que nenhum animal proveniente de áreas não habilitadas à exportação para a União Europeia ingressou na fazenda 90 dias antes da emissão da guia. Com isso, o frigorífico fica impedido de vender carne daquele lote para países membros da UE. Em resposta, as indústrias exportadoras estão mudando a sua postura comercial. Em fevereiro, a maioria delas voltou a pagar ágio pelo boi rastreado, de 2% a 3% sobre o valor da arroba.
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