São Paulo/SP - 17 de maio de 2012

› Especial comemorativo
20 de maio, 2011 - 08:00
ESPECIAL COMEMORATIVO Anúncio é anúncio, matéria é matéria.

deveria entrar na página interna
Demétrio Costa

Definida a nova perspectiva do Informativo DBO como veiculo de informação geral sobre o mercado de leilões de animais, cobrindo a grande carência que o número zero, de março de 82, revelou, o desafio foi dar forma à proposta.As primeiras edições foram das mais sofridas. Como bem colocou Jorge Matsuda, no depoimento publicado mês passado, "os diretores eram os próprios funcionários e sujavam as mãos montando tablóides numa gráfica no bairro de Santana, em São Paulo".

Na Redação, o socorro externo de que pude contar, além dos colunistas, foi o do bom e agora velho amigo Benê Cavechini, que já no número 1 assinou uma matéria sobre cigarrinha da pastagem e outra sobre o Globo Rural, "programa que desde 1980 transformou as manhãs de domingo em horário nobre para a TV" e a cuja equipe o próprio Benê se integrou pouco tempo depois e lá continua.

Fora isso, a maior ajuda interna era do Daniel, repórter de primeira na captação de notícias, que me passava à noite em rápidas entrevistas e iam se transformar nas pequenas matérias e notas do DBO. Odemar também contribuía, mas sua atenção estava mais na fotografia, produção gráfica e cadastros de circulação.

Daniel dava sua ajuda como repórter ao mesmo tempo em que batalhava os anúncios, sempre deixando muito claro que cada coisa tinha seu lugar. Nenhum leilão ficava melhor no DBO por conta de ter feito campanha de anúncio no tablóide e o mesmo valia para os leilões conduzidos pelo próprio Daniel e pelo Odemar como leiloeiros. Entre nós, nunca precisamos conversar sobre isso. E no meio em que atuávamos, onde nem sempre essa era regra, a postura fazia diferença.

A propósito, lembro bem de um leilão importante de Mangalarga, que além de anúncio também teve chamada em texto pela qualidade dos animais que ofereceria, e no final frustrou. As estrelas da venda foram defendidas e foi isso que publicamos. Assim que o DBO circulou, recebi a ligação do promotor do leilão, agora decepcionado também com o relato.

Argumentei que estava lá, vi e algumas pessoas também comentaram as defesas. Muito educado, ele ainda lamentou: "Pois é, mas o que as pessoas falam, o vento leva; o que se escreve, fica." "Então... - respondi. O Sr. disse tudo. O que se escreve fica e credibilidade se constrói assim." DC A história continua nas próximas edições.

A reportagem completa você confere na edição impressa da Revista DBO.

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