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A Alta Genetics atingiu a marca de 3,3 milhões de doses de sêmen bovino vendidas nesta quarta-feira, 30, volume que inclui todas as modalidades de sêmen (convencional e sexado). A expectativa é de encerrar 2011 com a venda de 3,3 milhões de doses e um aumento de 20% no faturamento, que deve chegar a R$ 60 milhões. Para 2012, a perspectiva é crescer mais 17%, chegando à casa de 70 milhões.
“O resultado foi conquistado graças a uma equipe de campo qualificada, a uma completa bateria de touros aliados aos programas, que tem como objetivo entregar os melhores resultados aos nossos clientes”, afirma Heverardo Rezende de Carvalho, diretor Geral da Alta Genetics no Brasil.
O recorde anterior da companhia foi de dois milhões de doses em 12 meses, alcançado em 2008.
De acordo com Carvalho, embora o Brasil tenha o maior rebanho comercial do mundo, menos de 10% das matrizes são inseminadas. “Ainda há muito o que crescer no setor, para 2012, projetamos um avanço de até 20% na demanda por sêmen”, afirma.
A companhia detém 26,5% de market share e registra desempenho acima da média do setor, que deve encerrar o ano com um crescimento de 17%. De acordo com a Associação Brasileira de Inseminação Artificial (Asbia), o mercado de sêmen comercializou 10,4 milhões de doses em 2010 e a previsão para 2011 é de que o volume chegue a 12 milhões de doses.
Exportação
Até novembro, a Alta Genetics exportou mais de 46 mil doses das raças Gir Leiteiro, Girolando e Nelore. Os principais compradores são Panamá, Paraguai, Venezuela, Colombia, Argentina, Equador, Peru, Senegal, Angola, Sudão e Egito.
Para 2012, a Alta prevê crescimento de 20% na exportação de sêmen e os mercados-alvo são África, China, Índia, Nicarágua e Guatemala. No Brasil, a maior demanda é por animais da raça Nelore, seguido pela Holandês.
Investimentos em tecnologia
No segundo semestre deste ano, a Alta Genetics investiu mais de meio milhão de reais na compra de equipamentos para o laboratório de alta tecnologia, em Uberaba, Minas Gerais. O sistema computadorizado de análise garante informações objetivas sobre as características do sêmen. “Desta forma, o sêmen fresco pode ser examinado e processado, possibilitando direcionar as decisões sobre o número de espermatozóides que serão colocados em cada palheta”, explica Carvalho.
Outro sistema que integra o pacote de investimento é o de impressão de palhetas e uma máquina de envasar, selar e identificar as palhetas (com capacidade máxima de 20 mil palhetas/hora). Com isso, foi possível aumentar a produção diária e garantir maior segurança ao processo.