A região sudeste do Mato Grosso registra fortes ataques de cigarrinhas (Deois flavopicta, a mais comum) e de lagartas (Mocis latipes), causando prejuízos ao produtor. "Nós temos 2,5 milhões de hectares de pasto que morreu por conta da seca e estamos fazendo um levantamento de quanto desta pastagem foi afetada pelos ataques de pragas", salienta o presidente da Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), Luciano Vacari.
Segundo Daniel Latorraca Ferreira, gestor do Imea, as chuvas de janeiro aliadas ao calor fizeram a infestação superar o nível natural, o que exigiu investimento do pecuarista no controle das pragas. As cigarrinhas causam a queima da pastagem por meio de toxinas, que levam ao amarelamento da planta, secamento e morte.
Já as lagartas, quando em alta concentração, podem consumir totalmente a forragem disponível. sobre o assunto Asa
Os custos totais com a contenção, reforma de pastagem e perda de engorda dos animais serão levantados em abril, quando o Instituto Mato Grossense de Economia Agropecuária (Imea), em parceria com a Acrimat realizará pesquisa com os pecuaristas. “Por enquanto, levantamos com as revendas de insumos para identificar a quantidade de investindo realizado no controle de ambas as pragas”, comenta.
Acompanhe a entrevista sobre o assunto com Luciano Vacari, superintendente da Acrimat, em “Ver Vídeo”
Para não perder o pasto e ficar com prejuízo elevado, o pecuarista Luis Claudio de Mato Pinto, foi obrigado a utilizar inseticida em 480 hectares de pastejo, dos 800 existentes em sua propriedade, localizada em Rondonópolis, MT. “Como os pastos com reincidência da praga acabam registrando infestação superior aos demais, selecionamos algumas áreas para aplicar o produto”, comenta. Exclusivamente com a aquisição dos produtos, a propriedade gastou R$ 10,5 mil reais.
Seca de 2010/2011
Após a forte seca registrada em 2010, o Imea e a Acrimat entrevistaram 495 pecuaristas em Mato Grosso para avaliar os estragos causados nos pastos do Estado. O resultado apontou perda de 2,3 milhões hectares de pastagem, o equivalente a 9% da área total de pasto. As regiões sudeste e nordeste de MT foram as mais afetadas, com 705 mil ha e 671 mil ha, respectivamente. Segundo Daniel Ferreira, estas áreas são classificadas como “pasto morto” e necessitam reforma para futuro pastejo ou introdução de novas culturas.
Metade dos pecuaristas que perderam pasto declararam a intenção de realizar a reforma. Porém, 36% iriam deixar a área em descanso e 14% pretendiam gradiar o local para plantio de soja, para rotacionar as culturas.
Confira mais matérias em Notícias Relacionadas
Fonte:
Portal DBO