São Paulo/SP - 17 de maio de 2012

› Rastreabilidade
22 de julho, 2011 - 02:32
RS investirá R$ 60 milhões em rastreabilidade

Estado pretende criar legislação para garantir que todo o rebanho seja rastreado
Marcela Caetano


O governo do Rio Grando do Sul, em parceria com a iniciativa privada, investirá R$ 60 milhões na rastreabilidade do rebanho gaúcho. A meta é que, em quatro anos, todo o rebanho do Estado, de aproximadamente 13 milhões de cabeças, esteja rastreado.

A ação integra o Programa da Carne Gaúcha, cujas metas foram estabelecidas em reuniões nos últimos dois dias, em Capão da Canoa, no Litoral Norte do Estado. O programa tem como objetivo ampliar os abates em 50% no RS na próxima década. No ano passado, foram abatidas 1.950.000 cabeças. Destas, 97% foram consumidas no Estado e 3%, exportadas, conforme dados do governo do Estado.

De acordo com o secretário da Agricultura, Fernando Mainardi, os recursos serão aplicados na aquisição e colocação de brincos nos animais. O custo estimado é de R$ 4,00 por cabeça. Atualmente, o Rio Grande do Sul conta apenas com 140 propriedades cadastradas no Serviço de Rastreabilidade da Cadeia Produtiva de Bovinos e Bubalinos (Sisbov) de um universo de 370 mil propriedades de bovinocultura.

A proposta, segundo ele, é que a rastreabilidade seja obrigatória para o rebanho gaúcho. A medida seria determinada por meio de legislação estadual que poderá entrarm vigor ainda neste ano. “Agora, vamos estruturar a ação e viabilizar os recursos. Esta é uma demanda do setor e há disposição para isso”, garantiu Mainardi.

Carlos Simm, diretor da Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul), acredita que o clima esteja mais favorável à adesão dos produtores à rastreabilidade do que em momentos anteriores. “Isso vai depender do tipo de rastreabilidade que será proposto. Se for um sistema rigoroso e burocrático, não terá adesão. Mas se a proposta é buscar recursos que não saiam do bolso do produtor a possibilidade aumenta”, avalia. Segundo ele, a medida será uma ferramenta para diferenciar a pecuária do Estado.

O programa também prevê a criação do Selo da Carne Gaúcha, que será concedido para a carne produzida com identificação de procedência. Incialmente, o selo será concedido aos  produtos da Associação de Produtores de Carne do Pampa Gaúcho da Campanha Meridional (Apropampa) e da Associação dos Produtores Rurais dos Campos de Cima da Serra (Aproccima). Conforme Mainardi, as ações visam ampliar o cuidado com a qualidade e a sanidade do rebanho. A ideia também é diferenciar a carne do Bioma Pampa, produzida a partir de animais alimentados à pasto.

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