Criadores de Charolês de quatro propriedades decidiram unir forças para investir em melhoramento genético e vendas em conjunto. A Conexão Charolês Brasil, lançada nesta terça-feira, na Expointer, em Esteio, RS, é composta pela Charolês Figueira, de Camaquã (RS); Cesar, de Vacaria (RS); Santa Tecla, em Abelardo Luz (SC), e Água Marinha (SP).
A proposta é combinar raça britânicas com a Charolês para produzir exemplares mochos, menores e com habilidade materna, para chegar ao Charolês funcional que o mercado demanda, explica André Berta, da Charolês Figueira. “Isso tudo fundamentado em programas de melhoramento, em seleção por DEPs e com o uso de marcadores moleculares, ferramentas que se completam”, afirma o coordenador da Conexão, Eldomar Kommes.
Juntas, as cabanhas pretendem ampliar a base de produção com o uso de genética trazida dos Estados Unidos e também da França. Para isso, foram adquiridos touros e novas compras estão previstas.
Comercialização diferenciada
A estratégia comercial das propriedades prevê leilões em conjunto. Duas ofertas já foram realizadas em Abelardo Luz (SC) e Santo Antônio da Platina (PR). Outras praças ainda serão definidas, diz o coordenador, mas o Rio Grande do Sul não deve estar entre elas. “O mercado ainda não está favorável para a raça”, diz o coordenador.
Para ele, ainda há uma certa desconfiança do produtor, depois de a Charolês ter sido destaque nas décadas de 70 e 80 e ter perdido o posto para as britânicas nos anos seguintes. “Houve uma série de fatores de seleção e do perfil da raça que se criou em anos anteriores. Enquanto as outras raças reagiram para buscar espaço, os criadores da Charolês se acomodaram e não se preocuparam em fazer melhoramento”, opina Kommers.
a Conexão planeja investir no pós-venda, dando suporte técnico e assessoria ao produtor que adquirir reprodutores. “Quanto mais forem produtivos os animais exigem mais atenção”, destaca.
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Fonte:
Portal DBO