São Paulo/SP - 17 de maio de 2012

› Comércio Exterior
10 de janeiro, 2012 - 05:13
Exportação tem melhor receita desde 2008

O volume embarcado foi 30% menor que o observado em 2008, mas o preço médio garantiu o bom desempenho
Mônica Costa

As exportações brasileiras de carne bovina atingiram receita recorde de US$ 5,348 bilhões em 2011. O valor superou em apenas 0,43% o maior resultado registrado até então, em 2008, e em 11,54% o ano de 2010.

O desempenho positivo na balança comercial do setor foi sustentado pelo preço médio da tonelada, que em 2011 ficou em US$4,882/t. O reajuste é de 79,22% sobre o valor registrado em 2008 e 25% sobre 2010.

Foram embarcadas 1,635 milhão de toneladas em equivalente carcaça, queda de 32,42% na comparação com o ano do recorde anterior. Em relação ao ano de 2010, houve recuo de 10,96% na quantidade exportada.

"O avanço no preço médio foi observado em todos os países exportadores de carne bovina", afirma Cesar de Castro Alves, analista da MB Agro. Alves aponta o aumento no preço da arroba puxado pelos produtores norte-americanos e a escassez de oferta no mercado mundial como responsáveis pelo reajuste da commodity.

"Muitos países produtores abateram matrizes e nos próximos anos ainda veremos um quadro parecido com o observado no ano passado", diz o analista. Para 2012 portanto, não há expectativa de forte aumento no volume da carne bovina exportada. "A baixa oferta manterá os preços sólidos", projeta Alves. 


Brasil pode recuperar mercados em 2012

Para José Carlos Hausknecht, analista da consultoria MB Agro, o câmbio deve ficar acima de R$ 1,80 neste ano, aumentando a competitividade do mercado brasileiro. O analista projeta incremento de 5% a 10% no volume de embarques da carne bovina.

 “A carne in natura continuará sendo o carro chefe, portanto, vamos continuar vendendo carne dianteiro, com menor valor agregado”, afirma. Hausknecht aposta na abertura do mercado chinês, mas acredita que a Rússia continuará liderando as compras da carne in natura nacional.

No final de 2011, técnicos do serviço veterinário russo voltaram a visitar frigoríficos bovinos e vistoriar o serviço veterinário brasileiro. A medida sinaliza para uma reversão do embargo a 85 frigoríficos nacionais, ainda sem um prazo definido.

Em 2011, a Rússia comprou 336,37 mil toneladas de carne bovina in natura e manteve a liderança. O resultado foi alcançado apesar da queda de 19,69% no volume e de 0,95% na receita, que ficou em pouco mais de US$ 1 bilhão. 

A União Europeia foi a principal compradora da carne processada brasileira. Foram 133,72 mil toneladas, volume 24,42% inferior ao observado em 2010 e receita 3,43% maior, US$ 307,6 milhões.

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Fonte: Portal DBO

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