São Paulo/SP - 17 de maio de 2012

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17 de janeiro, 2012 - 07:24
Receita com embarque de carne sobe 11,65%

Aumento do valor médio pago pela tonelada garante desempenho positivo
Ivan Azevedo

A receita brasileira com a exportação de carne atingiu US$ 5,3 bilhões em 2011, incremento de 11,65% na comparação com 2010. São US$ 500 milhões a mais sobre os US$ 4,8 milhões obtidos naquele ano, segundo dados divulgados nesta terça-feira pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec).

O crescimento do preço médio da tonelada, que subiu 25,17% em 2011, garantiu o resultado positivo no faturamento. O preço médio foi de US$ 4.898 contra US$ 3.913 em 2010. Entretanto, a quantidade de toneladas exportadas diminuiu 10,8% e caiu de 1.230 milhão de toneladas em 2010 para 1.097 milhão em 2011.

Confira o comentário de Camardelli em "ver Vídeo"

Estados Unidos e União Europeia importaram produtos de maior valor, devido à melhor qualidade ou aos novos parâmetros de exigência sanitária, que ampliaram o custo de produção. Os EUA diminuíram em 6,72% a quantidade (de 14,07 mil toneladas para 13,12 mil), mas  a receita com os embarques cresceu 111,99%  (de US$ 78 milhões, em 2010, para US$ 166 milhões em 2011). Já a União Europeia importou 10,08% a menos, porém gerou receita 21,82% superior no período.

A Rússia continua a ser o maior cliente de carne brasileira e respondeu por 21,6% de toda carne exportada pelo Brasil em 2011 mesmo com o embargo a plantas. Em 2011, o país importou 19,45% a menos em comparação com 2010. Porém, o preço médio pago pela tonelada cresceu 22,85% e o faturamento apresentou déficit de apenas 1,04% no período. “A perspectiva do comércio com a Rússia é favorável por uma série de motivos. Já tivemos a liberação de algumas plantas no final do ano, a negociação para a entrada da Rússia na Organização Mundial do Comércio (OMC) e, pelos grupos de referência técnica entre Brasil e Rússia com avaliações periódicas, podemos crer que 2012 será um ano de elevação na importação”, acredita Antonio Jorge Camardelli, presidente da Abiec. 

Entre os países que registraram as maiores retrações estão  Irã e Israel. Os embarques para estas nações  recuaram 31,74% e 37,44%, respectivamente. “Infelizmente as questões políticas influenciaram esses números, mas cremos uma alavancagem destes mercados para 2012”, salienta Camardelli.

Já os destaques positivos de 2011 foram Venezuela e Chile,  que apresentaram as maiores elevações na aquisição de carne brasileira entre os 10 maiores compradores, com 76,7% e 65,9% de crescimento, respectivamente. Essa elevação é reflexo do foco de Febre Aftosa descoberto no Paraguai, que, impossibilitado de exportar, perdeu mercado para o Brasil.

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Fonte: Portal DBO

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