O preço médio pago pelo produtor pela vacina contra a febre aftosa comercializada no Mato Grosso na segunda etapa de vacinação, em novembro, foi 25,5% maior que na primeira fase. Se em abril o pecuarista adquiriu a dose por R$ 1,22 para a campanha de maio, em outubro o preço passou para R$ 1,53.
Luciano Vacari, superintendente da Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat) já esperava o aumento antes mesmo do início da comercialização. “Não encontramos nenhuma explicação para isso. Imaginamos que, como a vacinação é obrigatória, as empresas se aproveitem.”
Os pecuaristas desembolsaram R$ 44,66 milhões com as vacinas, segundo levantamento do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). Se considerada também a etapa da campanha de maio de 2011, o total gasto por produtores com imunização contra a aftosa chega a R$ 63,1 milhões.
O estado atingiu recorde no índice de vacinação espontânea, de 99,76% do rebanho, pouco acima dos 99,74% atingidos na última etapa. Foram vacinados 29.122.232 animais em 108.359 propriedades rurais que produzem gado nos 141 municípios mato-grossenses. O rebanho total cresceu 1,5% com relação a 2010, chegando a 29.193.319 cabeças. Com esse montante, Mato Grosso continua no topo de ranking como o maior produtor de gado do Brasil.
Mato Grosso não registra casos da doença há 16 anos. Para Vacari, o trabalho de fiscalização é satisfatório, mas pode ser intensificado na área de mais de 700 quilômetros de fronteira seca com a Bolívia. Os pecuaristas do país vizinho receberam 190 mil doses da vacina em 2011.
Quem deixou de vacinar no período estabelecido vai pagar multa por cabeça não imunizada, além da suspensão no movimento das fichas sanitárias dos inadimplentes junto aos escritórios do Indea-MT. O gado que não foi vacinado de forma espontânea será vacinado pelos técnicos do Indea.
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Fonte:
Acrimat