O aumento no consumo, da exigência por qualidade e a produção sustentável deverão alterar a comercialização mundial de carnes nos próximos anos. A projeção é do economista e consultor da Sociedade Rural Brasileira (SRB), Francisco Villa. Para ele, a demanda mundial de carne deve aumentar entre 2% e 3% ao ano, puxada, principalmente, pelos países em desenvolvimento, como Rússia e China.
Em paralelo, mercados como o de cortes de alta qualidade, de elevado valor agregado, devem se intensificar em consequência ao aumento de renda da população."Neste cenário de crescimento, o Brasil deverá se consolidar como fornecedor privilegiado, devido as condições naturais, terra, sol e água, e por uma produção que respeita o meio ambiente", analisa.
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E essas demandas particulares, como carne oriunda de uma produção de forma sustentável, devem ser valorizadas nos próximos anos. O conceito de um produto que respeita o planeta deve se alastrar a partir de Europa e Estados Unidos, que hoje já demandam produtos do gênero.
O aperfeiçoamento da globalização, com melhorias na logística e redução na burocracia, cria novos mercados importadores, o que deve elevar a demanda pelo produto, projeta Villa. Essas características, somadas ao sistema produtivo brasileiro de cria, recria e engorda a pasto e terminação em confinamento, dão ao Brasil uma condição positiva de crescimento em volume e faturamento, tanto no mercado externo quanto no interno, avalia Villa. "Apesar da dificuldade de prever o futuro, certamente o Brasil se consolidará como grande fornecedor de carne bovina no mundo ao longo dos próximos anos", garante.
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Fonte:
Portal DBO