A Comissão Científica para Enfermidades dos Animais da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) avaliou nesta sexta-feira, 17, a alteração classificação brasileiro de risco 2, controlado, para risco 1, desprezível, para a Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB), conhecida como doença da vaca louca. Nenhuma solicitação ou pergunta foi feita sobre o relatório de rastreabilidade entregue pelo governo brasileiro para a entidade.
Na avaliação do Ministério da Agricultura, a postura indica uma provável aprovação da mudança. Entretanto, documento oficial com a resposta deve levar entre 10 e 15 dias para chegar ao Brasil. O relatório já havia sido analisado, em setembro, pelo grupo ad hoc BSE da entidade. Os cientistas deram parecer favorável para a alteração.
Caso a resposta seja positiva, a demanda brasileira será encaminhada aos 174 países integrantes da OIE, que terão o prazo de 60 dias para questionar o relatório. Ao final do período, em maio, na reunião dos delegados da OIE, em Paris, França, a alteração poderá ser aprovada definitivamente.
Para o diretor de sanidade da Conselho Nacional da Pecuária de Corte (CNPC), Sebastião Guedes, a alteração, se obtida, será um retorno a uma posição justa. “O Brasil recuperará uma classificação decente, pois nunca tivemos um caso de vaca louca. O risco 2 foi uma manobra de interesses comerciais”, aponta.
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Fonte:
Portal DBO