As exportações do Projeto Brazilian Hereford & Braford (BHB) atingiram US$ 118,04 milhões em 2011. O resultado é melhor que o esperado por coordenadores do projeto, que haviam revisado para baixo a expectativa de crescimento da receita. No segundo semestre de 2011, em função da crise financeira na Europa e nos Estados Unidos, a Associação Brasileira de Hereford e Braford (ABHB) mudou de US$ 200 milhões para US$ 100 milhões a projeção de faturamento com a venda de material genético - como sêmen e embriões - bovinos vivos e produtos e serviços agropecuários.
Os embarques de animais vivos lideram a lista das vendas com faturamento de US$ 94,6 milhões. Sementes forrageiras e produtos farmacêuticos aparecem na sequência, com US$ 12,71 milhões e US$ 6,18 milhões, respectivamente. As exportações de sêmen resultaram em US$ 402,89 mil, aumento de 30,24% sobre o volume embarcado em 2010.
Entre os países compradores, a Venezuela importou US$ 88,9 milhões, o equivalente a 75,3% da receita total obtida com os embarques. “A Venezuela teve um papel importante no desempenho do projeto, mas a instabilidade do governo daquele país prejudica a projeção de novos negócios”, pondera Luciana Bueno, gerente de Promoção Comercial Internacional do BHB.
Na sequência do ranking de importadores aparece a Angola, que adquiriu US$ 6,55 milhões. “Este também foi um resultado bastante relevante, pois o país africano elevou as compras em 876% na comparação com 2010”, argumenta Luciana.
Entre os paises que são alvo prioritário do projeto, a Colômbia respondeu por importações de US$ 3,8 milhões, alta de 127,7% na comparação com 2010, e o Paraguai com incremento de 43% e negócios na ordem de US$ 3,37 milhões.
Material genético
O Paraguai lidera a lista de compradores de material genético bovino brasileiro com US$ 103,8 mil em negócios, seguido pela Colômbia que importou U$$ 91,29 mil. De acordo com Fernando Lopa, presidente da ABHB, o resultado das exportações neste segmento poderia ter sido ainda melhor, não fosse a morosidade do governo federal. “Poderíamos ter triplicado os embarques se o Ministério da Agricultura agilizasse os protocolos sanitários e homologasse as empresas brasileiras para exportação”, afirma.
Lopa cita como exemplo a Colômbia, onde os produtores estão ávidos para obter embriões de genética Hereford e Braford brasileira, mas têm que esperar a inspeção da empresa exportadora por fiscais federais. Com isso, a liberação dos embarques pode levar até quatro meses.
Confira mais matérias em Notícias Relacionadas
Fonte:
Portal DBO