São Paulo/SP - 21 de maio de 2012

› Sanidade
24 de agosto, 2011 - 02:35
A Importância da correta classificação do risco da EEB /BSE

É necessária firme atitude por parte das autoridades, defende Guedes
Sebastião Costa Guedes*


Todos sabemos que a Encefalopatia Espongiforme Bovina  (EEB) nunca foi relatada ou identificada no Brasil. Também a variante humana-Doença de Creutzfeld-Jakobi – jamais foi descrita no país.

Há cerca de três anos, por influência norte-americana e de países da União Européia, a Organização Mundial da Saúde Animal (OIE) organizou um pequeno grupo de especialistas para reclassificar o risco dos países com relação à enfermidade.

Esta decisão e as primeiras conclusões deste grupo passaram despercebidas no cenário mundial de sanidade animal. Uma das raras, senão a única reportagem comentando esta medida que beneficiava os países com notórios problemas de vaca louca, foi do jornal paraguaio “ABC Color”.

No local onde se começou a discutir esta nova classificação, em evento da OIE em Paris, um grupo de coreanos em trajes típicos tocou seus tambores ou bumbos protestando contra a medida. Com o decorrer do tempo surgiu esta nova classificação e o Brasil foi injustamente colocado no mesmo nível de risco que os campeões mundiais de EEB como Reino Unido, França, Holanda ,Irlanda e outros mais.

Este pequeno grupo de especialistas alegou que nossa posição de grande exportador e a falta de alguns dados burocráticos em questionários recomendavam isto. Trata-se de exagerada medida, sem cabimento, que deve ser combatida fortemente pelo nosso governo. Há dois anos prometem esta revisão, mas não a fazem.

Agora, falam que em outubro teremos direito e amparo de prazos legais para pleitear a desejável reclassificação. Setores industriais brasileiros ligados à carne bovina, principalmente o de gelatinas, sofrem restrições e depreciações reais por esta injusta classificação.

Urge a necessidade de firme atitude por parte de nossas autoridades para que o Brasil passe para o risco negligenciável de Vaca Louca! Nossa presença no mercado, nossa infra-estrutura técnica e a realidade dos fatos justificam a reclassificação.


Fonte: Sebastião Costa Guedes é médico veterinário e diretor de sanidade animal do CNPC

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