24 de setembro de 2020

Fêmea precoce paga “aluguel” em dia

Nelore Qualitas lança novas DEPs e anuncia “Índice Matriz” para garantir genética capaz de “se pagar” com produtividade

Atenção à questão maternal pode encurtar o tempo que uma fêmea leva para “se pagar” dentro da fazenda

Por Carolina Rodrigues

A fêmea é o patrimônio genético da fazenda. Quem nunca viu essa frase ser repetida incansavelmente pelos geneticistas? Com o objetivo de melhorar a base dos rebanhos de cria associados a seu programa de melhoramento genético, o Nelore Qualitas acaba de inserir duas novas características em seu universo de avaliações: probabilidade de parto precoce e stayability super precoce, esta calculada de forma inédita no País, a partir de um banco de mais de 10.000 matrizes precoces e superprecoces avaliadas pelo programa, ou seja, fêmeas que pariram pela primeira vez aos 24 meses de idade.

A novidade recém-anunciada pelo Qualitas vai de encontro à atual demanda do mercado de genética, que é identificar a melhor matriz, seja ela mãe de touros de central ou uma “máquina” eficiente dentro de um rebanho de cria, de maneira que o capital investido para sua produção retorne no menor tempo possível ao produtor. Para o diretor do Nelore Qualitas, Leonardo Souza (mais conhecido como Leo), o criador tem um “inquilino” que custa muito caro na fazenda (plantel de matrizes), e que, na maioria das vezes, está devendo o “aluguel” (produtividade). Mas, com boa seleção e manejo, esse inquilino pode manter a dívida em dia ou até mesmo quitá-la antes. “Quando antecipo minha prenhez, antecipo meu lucro” , observa.

Para lançar suas duas novas DEPs, o Qualitas realizou um levantamento nas fazendas associadas ao programa, compilando dados de 30.000 matrizes, para avaliar quanto tempo uma novilha que emprenha aos 24 meses demora para se pagar. Constatou que, até o segundo bezerro desmamado, os gastos para produzi-la, recria-la e mantê-la no rebanho são maiores do que o valor obtido com a venda de seus filhos. Somente a partir da terceira cria é que o dinheiro investido retorna ao produtor. Isso se ela empenhar aos dois anos, tiver um intervalo de partos regular de 12-13 meses e não for considerado o custo do capital investido. São exatos 5,8 anos até a quitação de sua dívida com o criador (veja tabela).

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