19 de janeiro de 2021

Capiaçu: volumoso versátil

Cultivar produz 250 t/ha, agradando tanto produtores de leite quanto de carne

Capim atinge altura superior a 4,2 metros.

Por Ariosto Mesquita

Na busca por alternativas de volumoso para alimentação do rebanho na seca, produtores de carne do Brasil Central estão apostando em uma variedade de capim-elefante (Pennisetum purpureum Schum) lançada pela Embrapa, em 2016: a BRS Capiaçu. Validada inicialmente para pecuária leiteira, ela começou a se difundir nas fazendas de gado de corte a partir de 2019/2020. A demanda pela cultivar praticamente triplicou, segundo estimativas da Embrapa Gado de Corte, porque os produtores estão vendo nela uma alternativa à silagem de milho, cujos custos de produção subiram muito.

Em Chapadão do Sul (MS), o consultor Cláudio Pedro Nichele vem recomendando o plantio experimental da cultivar em várias fazendas de cria/recria da região. Algumas, como a Talismã, em Cassilândia, MS, está em fase de multiplicação de mudas. Outras, como a Imbaúba, em Paraíso das Águas, MS, conta com 14 ha formados e quer chegar a 50 ha. Por enquanto, Michele está fazendo contas, mas espera que o capim ofereça bons resultados e reduza os gastos com volumoso de sua clientela.

“A silagem de Capiaçu oferece 14% de proteína bruta, ante 9% do milho, e custa R$ 25/t, ante R$ 100/t da de milho”, revela.

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