12 de abril de 2021

“Boi China” no pasto

Ágio pago pelo “boi China” (animal com até 30 meses) tem estimulado muitos produtores a acelerar seu processo de intensificação pecuária
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Leilões virtuais movimentaram R$ 56,7 milhões em março

A raça Nelore respondeu por aproximadamente 83% de toda a oferta arrematada pelo mercado de genética seletiva, informa o Banco de Dados da DBO

Por Gualberto Vita

Compradores e vendedores de bovinos de genética para carne estiveram mobilizados para novas oportunidades de negócios, apresentadas pela TV e internet, durante 31 remates virtuais promovidos ao longo de março de 2021. Até o dia 1º de abril, data de fechamento deste balanço, o banco de dados da DBO computou aquisições de 3.591 lotes de machos, fêmeas, prenhezes e aspirações, que geraram receita total de R$ 56,7 milhões, o maior faturamento para o mês de março nos últimos 10 anos.

O recuo na oferta de animais, na comparação com março de 2020, foi de 7,5%. Já em relação ao desempenho financeiro registrado no mesmo período do ano passado (R$ 35,7 milhões), o crescimento ficou ao redor de 58,7%. Na mesma batida, a média geral saltou de R$ 9.211 para R$ 15.798, acréscimo de 71,5%. As cotações firmes do boi gordo e o preço do bezerro em alta, valorizando a atividade de cria, impulsionaram os preços médios para patamares mais elevados do que aqueles praticados na temporada anterior.

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“Com resultados, é mais fácil falar de bem-estar animal”

No “Prosa Quente” da edição de abril, Fernanda Macitelli, uma das maiores etólogas do Brasil, garante que o bom manejo traz benefícios evidentes

“Optar pelo manejo racional ou boas práticas não signfica aumentar custos; significa mudar atitudes, formas de pensar”

Por Renato Villela

A zootecnista Fernanda Macitelli (43 anos), professora da Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT), é considerada uma das maiores especialistas em bem-estar animal do Brasil, com contribuição relevante para o desenvolvimento da pecuária bovina nacional. Cientista respeitada, tem mestrado em nutrição de ruminantes e doutorado em comportamento animal pela Unesp de Jaboticabal, SP, onde se formou. Nascida na capital paulista, mudou-se aos cinco anos para o município de Santa Rita do Passa Quatro, interior do Estado, onde se apaixonou pelo campo. Neta de capataz, cresceu ouvindo as histórias de quem ganhava a vida na lida com o gado. “Minha inspiração maior foi meu avô, que sempre me contava como fazia para cuidar dos animais”, relembra.

O interesse da infância ganhou impulso na adolescência. “Durante o colegial, assisti uma palestra do professor Mateus Paranhos [um dos mais importantes etólogos do Brasil, professor da Unesp Jaboticabal], sobre comportamento animal e pensei: quero ser igual a esse moço”. A admiração norteou a escolha da faculdade para fazer zootecnia. “Passei na Unesp, Lavras (UFLA), Viçosa (UFV) e USP (FZEA), mas escolhi a primeira por causa do professor Mateus”, conta Fernanda. A parceria entre os dois, que renderia tantos trabalhos importantes, foi vista com descrédito no início. “As pessoas me perguntavam: você vai escolher aquele abraçador de árvores para ser seu orientador?”, conta rindo.

Hoje, o bem-estar animal já não é visto com estranheza. Pelo contrário, tornou-se um dos pilares da produção animal moderna. Muito dessa mudança se deve aos trabalhos de pesquisa realizados por Fernanda, em conjunto com o Grupo de Estudos e Pesquisas em Etologia e Ecologia Animal (ETCO), ou conduzidos na UFMT (Campus de Sinop). “Temos muitos resultados que podem ser implementados nas fazendas. E quando a gente fala em resultados, o pecuarista já olha de uma forma diferente”, diz a etóloga, que também tem experiência de campo. Antes de se tornar professora da UFMT, ela trabalhou por oito anos como gerente de uma grande empresa pecuária e hoje é produtora em Lucas do Rio Verde, MT.

Nesta entrevista concedida ao repórter Renato Villela, Fernanda fala de vários projetos, dentre eles a campanha para redução da marca a fogo; o programa de treinamento de materneiros “Cada bezerro importa”, que vem reduzindo a taxa de mortalidade nas fazendas; os estudos com estresse térmico em confinamentos e, claro, os novos desafios do bem-estar animal. Confira!

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