15 de abril de 2021

Confinamentos apostam no processamento de grãos

Thiago Fernandes Bernardes, professor do Departamento de Zootecnia da UFLA, aponta como evitar falhas na silagem de grãos energéticos

Por Thiago Fernandes Bernardes – Professor do Departamento de Zootencia da Universidade de Lavras

A cadeia produtiva da carne no Brasil é composta por três fases: cria, recria e terminação. As duas primeiras são conduzidas normalmente a pasto e, a terminação, fase mais intensiva, depende de um cuidadoso planejamento alimentar, principalmente quanto aos ingredientes que serão usados na dieta, não apenas em termos quantitativos, mas principalmente qualitativos.

Nos últimos 5 anos, o Brasil tem confinado cerca de 5,5 milhões de cabeças e percebe-se um crescimento linear dessa atividade ao longo dos anos. Uma vez que a dieta representa um dos principais custos da arroba produzida e a compreensão dos principais ingredientes adotados pelos nutricionistas pode direcionar novas pesquisas e tecnologias, a Universidade Federal de Lavras (Ufla) fez um levantamento para determinar como os grãos energéticos (milho e sorgo) têm sido processados pelas fazendas.

Os grãos energéticos podem compor até 70% do custo de uma dieta de animais em terminação; portanto, é de fundamental importância a geração de novas estratégias nutricionais para esses ingredientes.

Cento e quarenta e nove confinamentos foram utilizados para compor os dados. Essas unidades estavam presentes em 10 diferentes Estados da Federação. A maioria se encontrava em São Paulo (26,8%), seguido por Mato Grosso (17,40%), Minas Gerais (16,1%), Mato Grosso do Sul (12,1%), Goiás (11,4%), Paraná (6%) e os outros Estados representaram 10,1%. Além dos alimentos energéticos e fibrosos utilizados nas dietas, o questionário também possuía perguntas sobre a capacidade estática das instalações, o número de animais abatidos anualmente, a raça predominante e a relação concentrado: volumoso.

A maioria das unidades (71,8%) confinavam menos de 5.000 animais, 15,4% entre 5.000 e 10.000 animais e 12,8% possuíam capacidade superior a 10.000. O número total de bovinos abatidos por ano foi de 1.577.790, ou seja, cerca de um quarto dos confinamentos brasileiros foram amostrados se considerarmos que o Brasil abate uma média de 5,5 milhões de cabeças/ano. Entre as unidades entrevistadas, a menor abatia cerca de 800 animais/ano e a maior 65.000 animais/ano. A raça Nelore representou 66,4% e os animais denominados como “cruzados”. 33,6%.

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