13 de julho de 2021

Pastagens: Aposta na BRS Kurumi

Produtor baiano elege capim elefante anão, lançado pela Embrapa Gado de Leite, como “estrela” nutricional de seu novo projeto de engorda

Capim elefante anão tem de 18% a 20% de proteína bruta e pode sustentar até 12 UA/ha.

Por Ariosto Mesquita

As frutas de seu pomar eram constantemente roubadas. Em 2018, cansado da situação, o produtor e agrônomo baiano, Álvaro Fonseca Brandão Filho, abandonou o cultivo de limão e voltou a retornar à pecuária de corte (no passado, chegara a trabalhar com terminação em confinamento). Ao reintroduzir capins na fazenda para engordar bovinos, usou braquiárias e panicuns, mas, no final de 2019, conheceu e se encantou pela BRS Kurumi, cultivar de capim elefante anão cujo nome significa “menino” em tupi-guarani.

Originalmente recomendado para animais leiteiros, ele foi lançado em 2012, pela Embrapa Gado de Leite (Juiz de Fora, MG), em parceria com a Embrapa Clima Temperado, de Pelotas, RS; Embrapa Acre, com sede em Rio Branco e Embrapa Cerrados, de Planaltina, DF.

No ano passado, Álvaro Brandão começou a introduzir o Kurumi em suas três pequenas propriedades (Fazendas Santa Maria, Pernambuco e Comburique), que somam 320 hectares, no município de Cruz das Almas (BA), a 146 km da capital, Salvador. Com pouco mais de 200 ha disponíveis para pastagens, formou 30 ha de Kurumi. Em 2021, pretende iniciar o pastejo nessa área, reduzir a participação das braquiárias e plantar pelo menos mais 50 ha do capim elefante anão.

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A banalização da eficiência

Na edição de julho da Revista DBO, o zootecnista Danilo Grandini traz novos indicadores que mostram o quanto temos de avançar para a eficiência produtiva

Por Danilo Grandini – Zootecnista, com pós-graduacão em análise econômica e diretor de marketing da Phibro para o Hemisfério Sul (Austrália, África do Sul, Argentina e Brasil).

A palavra eficiência provavelmente anda meio banalizada, portanto, recuperar seu sentido crasso se faz necessário. Do dicionário Aurélio, extraímos a seguinte definição: “eficiência seria a capacidade de realizar tarefas ou trabalhos de modo eficaz, com mínimo de desperdício; produtividade”.

As palavras mínimo desperdício e produtividade nos chamam mais a atenção, pois trabalhamos em um setor que produz alimentos, mais especificamente proteína vermelha e, consciente ou inconscientemente. desperdício é algo que nos incomoda bastante.

Nos defendemos afirmando que a eficiência técnica nem sempre leva à eficiência econômica, e, assim, minimizamos nossas “dores”, por vezes bloqueando nosso intelecto para aquilo que é correto sob o prisma da sustentabilidade: produzir mais, em menor tempo, com melhor uso dos recursos presentes, respeitando os animais, o meio ambiente e as pessoas.

Negligência perigosa

Este ato contínuo de negligenciar o que, no íntimo, entendemos como correto, pode nos levar pouco a pouco a um distanciamento das práticas que serão nosso futuro, inclusive nos fortalecendo à medida que enfrentamos dificuldades. O oposto seria postergarmos o que necessita ser feito agora. O leitor poderia me perguntar se não vejo avanços. Digo que sim, mas penso que ainda nos falta velocidade, e principalmente uma “sofisticação”, fazendo com que o resultado de melhores práticas seja capturado por quem produz, quem processa e quem comercializa.

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A aposta do Grupo Webler na cria

VEJA os destaques da edição de julho da Revista DBO; na capa, o Grupo Webler, forte em agricultura e pecuária, está dobrando a aposta na intensificação da cria em sua propriedade em Sapezal, no noroeste de Mato Grosso

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