16 de setembro de 2021

Mercado de sêmen é sustentado pela reposição

De janeiro a junho deste ano foram comercializadas 10,6 milhões de palhetas, informa o relatório anual da Associação Brasileira de Inseminação Artificial (Asbia) 

Foto: Carolina Jardine

Por Carolina rodrigues

O mercado de produtos para inseminação artificial tem números a comemorar, no último semestre, e vê pela frente um cenário otimista. De janeiro a junho deste ano foram comercializadas 10,6 milhões de palhetas, informa o relatório anual divulgado pela Associação Brasileira de Inseminação Artificial (Asbia), divulgado recentemente, em agosto. Até o momento, o melhor resultado para o período, que registrou alta de 31% em comparação com os seis primeiros meses de 2020, quando foram comercializadas 8,1 milhões de doses de sêmen.

O crescimento foi sustentado pelas raças de corte. A valorização no preço da arroba do boi gordo (que subiu 53,5% em relação ao primeiro semestre de 2020, em termos nominais, segundo a Scot Consultoria) incentivou os produtores a investir em genética para melhorar a produção e a qualidade da carne. A alta na venda do segmento foi de 41% na comparação com os primeiros meses de 2020. Fechou em 7,8 milhões de doses comercializadas, a maior quantidade dos últimos 10 anos. O forte movimento de reposição de fêmeas da raça Nelore também contribuiu para sustentar fortemente a demanda.

“Somadas, acredita-se que as vendas de sêmen das raças Nelore PO, CEIP e Nelore Mocho ultrapassaram as de Aberdeen e Red Angus”, observa Márcio Nery, presidente da entidade.

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Toda a atenção às primíparas

Relatório 2021 do Grupo Gerar aponta peso significativo da categoria para a próxima estação de monta, que terá desafio de menor oferta de pasto

Por Moacir José

Um grande desafio aguarda as fazendas acompanhadas pelos 251 integrantes do Gerar (Grupo Especializado em Reprodução Aplicada ao Rebanho) Corte este ano: como conseguir manter elevada a taxa de prenhez de um maior número de fêmeas, numa condição adversa de clima, que aponta para um volume menor de chuvas nos próximos meses e, com consequente menor oferta de pasto?

Menos comida significa risco maior de as fêmeas chegarem à estação de monta (EM) com um escore de condição corporal (ECC) mais baixo, o que compromete a taxa de prenhez. E uma das categorias de maior importância será a das primíparas, que deverão representar cerca de 30% das inseminações e que, historicamente, é a que apresenta maiores desafios para o pecuarista, na área reprodutiva.

Para responder a essa questão é que a coordenação do grupo, a cargo do veterinário Izaías Claro Júnior, gerente técnico de reprodução da Zoetis, promoveu um debate virtual, nos dias 9 e 10 de agosto, a partir de apresentação feita, em estúdio, pelo “professor Zequinha” (José Luiz Moraes Vasconcelos, da Unesp de Botucatu), mentor do grupo, com a presença de alguns convidados.

Segundo Rafael Moreira, gerente de produtos da linha reprodutiva da Zoetis, o evento virtual contou com a participação de todos os integrantes do grupo, além de 60 pecuaristas atendidos por esses técnicos. Na EM 2020-21, o grupo atuou em 1.521 fazendas (3,3 milhões de fêmeas), em 486 municípios (3 nos vizinhos Uruguai, Paraguai e Bolívia), de 17 Estados brasileiros, onde trabalhou 13.841 lotes e realizou 2,4 milhões de protocolos de inseminação artificial em tempo fixo (IATF), o que corresponde a aproximadamente 25% do total de fêmeas de corte inseminadas no País com a técnica.

Desse total, foram captados dados referentes a 1,344 milhão de IATFs. A taxa de prenhez média foi de 50,6%. A média histórica (período de 2007 a 2021) ficou em 51,5%. E o escore de condição corporal inicial foi de 2,96, bem próximo da faixa ideal (3 a 3,25). Também foram realizadas 16.670 transferências de embriões em tempo fixo (TETFs), com prenhez confirmada de 45,4%. Segundo Izaías Júnior, a taxa de prenhez abaixo da média histórica não tem uma causa única, mas pode ter sido influenciada, também, pelo menor volume de chuvas na estação de monta passada.

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