25 de novembro de 2021

A intensificação em ciclo completo da Cachoeira Dourada

Em Goiás, fazenda de 300 ha aposta na irrigação, IATF escalonada, estoque de volumoso e ciclo completo de confinamento “de baixo custo”

Garrotada em recria na Fazenda Cachoeira Dourada: aposta no ciclo completo.

Por Ariosto Mesquita

Cansado de ter de ajustar periodicamente sua forma de produzir às variações dos ciclos da pecuária e aos humores do clima e do mercado, o produtor Wilson Souza Ribeiro resolveu encarar o desafio de implantar um ciclo completo eficiente em uma propriedade de 300 ha de área total, com 180 ha de pastagem.

Tecnificar e intensificar foram as alternativas que vislumbrou na tentativa de criar uma espécie de blindagem para a Fazenda Cachoeira Dourada, em Itumbiara, região sul de Goiás, única fonte de sustento para ele e sua família. Para tanto, tomou algumas decisões importantes.

A primeira delas foi tornar-se um produtor cooperado (se associou à Coopercitrus). Em seguida investiu num pivô central para irrigar 100 ha de pasto, escalonou a inseminação das vacas ao longo do ano e providenciou análise de solo em toda a sua área de pasto, o que possibilitou a adubação a taxas variáveis, de acordo com a necessidade de cada talhão.

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A guinada começou em 2019, quando decidiu abandonar o modelo de recria e terminação (em boitel), retomando a cria, atividade que por anos foi a bandeira da pecuária na propriedade. Com pasto o ano todo, abriu mão da estação de monta e começou a fazer inseminação escalonada ao longo do ano. A expectativa é de que a partir do final de 2022 comece a mandar fêmeas e machos para o abate, ao longo dos meses.

Wilson Ribeiro, proprietário da Fazenda Cachoeira Dourada.

“Não quero correr o risco de ter renda em apenas um período do ano”, justifica o produtor.

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Como surgiram as doenças bovinas no Brasil

Acredita-se que boa parte dos parasitas e bactérias causadoras de doenças, além da mosca-dos-estábulos, tenham chegado no Brasil junto com os primeiros bovinos de terras portuguesas

A mosca-dos-chifres chegou em nosso território em 1976.

Por Enrico Ortolani – Professor titular de Clínica de Ruminantes da FMVZ-USP ([email protected])

A curiosidade é a mãe das ciências e faz o mundo progredir e se entender melhor. Desde garoto fiz as seguintes perguntas: de onde vem isto, como funciona, por que é assim, não seria diferente? E vai daí por diante. Essa curiosidade inata me levou à clínica de bovinos. Creio que você também tem esse mesmo espírito curioso. No continente americano, não existiam ruminantes domésticos até a chegada dos navegantes europeus no século XVI, a não ser os camelídeos (lhamas, vicunhas, alpacas e guanacos), cervídeos silvestres e bisões.

Os primeiros bovinos chegaram ao “Brazil” em 1534, vindos de Cabo Verde e Açores, trazidos por Dona Ana Pimentel, esposa de Martin Alfonso de Sousa, donatário da Capitania de São Vicente, atual Estado de São Paulo. Nos anos seguintes, outros donatários trouxeram bovinos de Portugal para outras capitanias. Muito gado também chegou pelo sul do Brasil, no final do século XVI, proveniente das colônias espanholas que hoje correspondem à Argentina, Uruguai e Chile. Com os bovinos, também vieram as primeiras doenças que acometem esses animais.

Acredita-se que boa parte dos parasitas causadores de verminoses gastrointestinais, pulmonares, hepáticas e musculares (cisticercose), além da mosca-dos-estábulos que infesta os rebanhos até hoje, tenham chegado no Brasil junto com os primeiros bovinos de terras lusas.

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Como contratar e manter bons funcionários

Veja o passo a passo para se ter uma equipe capacitada e motivada na fazenda, reduzindo problemas de rotatividade e baixa produtividade

Cursos técnicos e de gestão fazem parte do pacote básico de capacitação da equipe.

Por Jacqueline Lubaski – Consultora em gestão de pessoas e desenvolvimento humano em empresas rurais, formada em pedagogia pela Uniesp, com Master Coach pelo IBC e especialização em leadership pela Universidade de Ohio.

Enquanto as mídias do nosso país divulgam maior taxa de desemprego, nós, no campo, estamos sofrendo com falta de mão de obra. São 14,8 milhões de brasileiros sem ocupação formal, mas o produtor que lê este artigo certamente enfrenta dificuldades para encontrar pessoas para trabalhar em sua fazenda.

Em muitos casos, chegam a ocorrer os chamados “leilões salariais”, ou seja, ofertas de várias empresas agropecuárias para colaboradores bons e qualificados, pois a cada dia diminui a quantidade de pessoas dispostas a permanecer no campo. Por isso, devemos definir estratégias para tornar o trabalho nas fazendas atrativo, independentemente da atividade explorada, seja ela pecuária ou agricultura.

Com a alta demanda por mão de obra rural nesse ano de 2021, devido ao aumento da área plantada com lavouras e da intensificação pecuária, há grande número de vagas abertas para funções como vaqueiros, serviços gerais, capatazes, gestores, tratoristas, operadores de colhedoras, agentes administrativos, dentre outros.

A pergunta é: como faço para selecionar boas pessoas para ocupar essas vagas? Qual seu perfil ideal? Como conseguirei retê-los na fazenda? Se o produtor não tiver respostas para essas questões, dificilmente atingirá as metas desafiadoras que o mercado impõe.

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