28 de janeiro de 2022

Anuário DBO | Mercado de leilões tem mais uma jornada positiva

O Banco de Dados da DBO indicou a promoção de 851 remates e movimentação financeira de R$ 1,748 bilhão em 2021, valor recorde e que representou crescimento de 41% em comparação com 2020

Foto: Divulgação

Por Gualberto Vita

Em mais um ano marcado pela pandemia da Covid-19, o mercado de leilões envolvendo bovinos com genética apurada para a produção de carne demonstrou novamente sua enorme capacidade de adaptação e evolução tecnológica para os negócios na modalidade virtual, consolidando resultados comerciais expressivos em termos de quantidade total de lotes ofertados, média geral e faturamento.

De acordo com o Banco de Dados da DBO, com a promoção de 851 remates, a movimentação financeira atingiu R$ 1,748 bilhão, valor recorde e que representou crescimento de 41% em comparação com o desempenho de 2020. A média geral também aumentou (37%), passando de R$ 13.090 para R$ 17.976 em 2021.

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Anuário DBO | Nosso rebanho está superestimado

Em análise para o Anuário DBO, Maurício Palma Nogueira, diretor da Athenagro, fala que existe muita confusão envolvendo as estatísticas do rebanho brasileiro, o que gera diversos problemas para a pecuária

Maurício Palma Nogueira, engenheiro agrônomo e diretor da consultoria Athenagro.

Por Maurício Palma Nogueira – Engenheiro agrônomo, diretor da consultoria Athenagro, de São Paulo, e coordenador do Rally da Pecuária.

Há muita confusão envolvendo as estatísticas do rebanho brasileiro. Em 2017, o IBGE contabilizou 172,7 milhões de cabeças através do Censo Agropecuário. No mesmo ano, a Pesquisa Pecuária Municipal, também do IBGE, divulgava um rebanho de 215 milhões de cabeças. A última atualização dos dados do USDA indicava que o rebanho brasileiro atingiria 275 milhões de cabeças em 2022, contribuindo ainda mais para a salada de informações desencontradas sobre o rebanho.

O rebanho superestimado gera diversos problemas para a pecuária. O primeiro deles envolve o impacto negativo nas políticas públicas e ações que podem ser elaboradas no campo, seja na prevenção de problemas de ordem sanitária, seja na elaboração de programas de financiamento visando à melhoria das condições do produtor e, consequentemente, da produção.

VEJA TAMBÉM | Consumo interno baixo é preocupante

Por exemplo, se há alguns anos houvesse consenso de que a oferta de animais para abate seria insuficiente para atender à demanda, políticas de estímulo poderiam ter sido criadas com foco na produção de bezerros, evitando a alta nos preços de carne ao consumidor entre os anos de 2020 e 2021.

Como diagnosticar que o problema será falta de animais, acreditando no rebanho entre 215 e 220 milhões de cabeças em um país que abate 40 milhões de animais, dos quais apenas cerca de 30 milhões aparecem nas estatísticas oficiais?

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