17 de junho de 2022

Revista DBO | ‘Conversa Rápida’ com Michel Caro

O pecuarista falou a respeito do trabalho de seleção do criatório, que completa 60 anos em 2022, e comentou o desempenho financeiro dos remates da Fazenda Bonsucesso – Nelore Zan 

Por Gualberto Vita

A seleção da Fazenda Bonsucesso – Nelore Zan (Guararapes, SP) – faz 60 anos em 2022. Uma história que começou em 1962, com o trabalho de Arnaldo Zancaner, e hoje é capitaneado pelo casal Michel Caro e Patrícia Zancaner Caro, filha de Arnaldo (foto). Atualmente, são 600 matrizes PO e 150 receptoras de embriões de FIV.

Nos dias 21 e 23 de maio, os criadores promoveram dois virtuais que, juntos, renderam mais de R$ 5 milhões. Com total liquidez, o leilão de touros do dia 21 ofertou 100 exemplares à média de R$ 27.111. O touro de central Apolo bons – Bons 3179 foi o lote mais valorizado, com 50% saindo por R$ 106.500.

Já o leilão do dia 23 negociou 41 lotes: as aspirações por R$ 32.500/cab, as bezerras, por R$ 45.000/cab, as novilhas prenhes ao valor médio de R$ 49.000 e as vacas paridas ou prenhes, a R$ 85.000. O doadora Parábola Fiv Bons – Bons 2953, da safra 2015, foi o lote mais valorizado (R$ 138.000).

Os eventos integraram o “Leilão Trio Bonsucesso”, que fechou a agenda comercial em 9 de junho com a oferta de matrizes.

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Em “Conversa Rápida” com DBO, o selecionador Michel Caro falou sobre o criatório e o desempenho financeiro dos dois remates da Bonsucesso.

 

 

 

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Revista DBO | Expozebu aquece o mercado em maio

A 87ª edição da feira em Uberaba (MG) marcou o recorde de preço na raça Nelore e movimentou R$ 100,2 milhões em 31 leilões virtuais e presenciais de corte e leite

 

Foto: Reprodução / Canal do Criador

 

Por Gualberto Vita

O mercado de leilões envolvendo bovinos com genética apurada esteve movimentado em maio, devido ao retorno do público a importantes eventos comerciais, com destaque para as promoções de consagrados criatórios brasileiros ocorridas durante a programação oficial da 87a Expozebu, em Uberaba (MG).

A famosa exposição, organizada pela Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ) de 30 de abril a 8 de maio, movimentou R$ 100,2 milhões em 31 leilões virtuais e presenciais de corte e leite, cifra que representou quase 60% do faturamento total registrado pelo Banco de Dados da DBO no mês passado: R$ 170 milhões. A feira zebuína no Parque Fernando Costa recebeu ainda dois pregões de equinos, que juntos somaram R$ 2 milhões em vendas.

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Em relação a maio/2021, que teve renda de R$ 171,4 milhões, o recuo financeiro ficou ao redor de 1%. Também foi registrada queda na oferta de machos, fêmeas, prenhezes, embriões e aspirações: os resultados de 74 remates, computados até 1o de junho pelo Banco de Dados da DBO, indicaram a comercialização de 7.385 lotes, quantidade 7,5% menor ante maio de 2021. Em termos de preços, a média geral de maio deste ano foi de R$ 23.027 (+7,25%).

 

 

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Revista DBO | Uso do DDG como fonte proteica ganha força também na terminação a pasto

Os resíduos de destilaria apresentam melhor relação custo-benefício, em relação a outros produtos concentrados

Novilhas na Fazenda Boa Esperança, em Anastácio (MS): DDGS no lugar do farelo de soja manteve desempenho, com custo mais baixo.

Por Moacir José

Até pouco tempo um insumo exclusivo para dietas de terminação em confinamento, os subprodutos das indústrias de etanol de milho ganham espaço também na suplementação a pasto. Pecuaristas com elevado nível de tecnificação lançam mão do produto com o mesmo objetivo de seus colegas de terminação intensiva: substituir totalmente a proteína encontrada no farelo de soja e parcialmente a proteína/energia proporcionada pelo milho, ambos encarecidos significativamente nos dois últimos anos.

Foi com esse objetivo que Alexandre Scaff Raffi, justamente há dois anos, introduziu o coproduto na suplementação das cerca de 2.000 novilhas recriadas e engordadas (1.500/ano) a pasto na Fazenda Boa Esperança, do pai Clóvis Hayrton Raffi, no município de Anastácio, região Centro-Oeste de Mato Grosso do Sul. “Os preços do farelo de soja ficaram muito altos. E o milho também subiu muito de preço”, diz ele, que faz compra antecipada do cereal.

O DDG usado por Raffi é o DDGS – sigla em inglês para Dry Distillers Grains with Solubles ou grãos secos de destilaria com solúveis, aditivos que melhoram a palatabilidade e a digestibilidade do alimento – que tem um teor de proteína variando de 32% a 35%, enquanto o farelo de soja possui de 46% a 48%.

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Revista DBO | A importância da “nutrição financeira”

Conjunto de estratégias leva fazenda de Sergipe a “salto olímpico” na lucratividade (de R$ 20/ha para R$ 891/ha), no curto período de dois anos

Por Carolina Rodrigues

A alimentação correta do rebanho está entre os tópicos mais debatidos por produtores, técnicos e especialistas na pecuária de corte. Seja nos eventos comerciais ou no ambiente da porteira para dentro, a nutrição é sempre uma demanda a ser resolvida porque representa o maior custo de uma fazenda . Não era diferente até 2020 na Fazenda Lagoa, de Roberto Bispo, localizada na cidade Frei Paulo, a 100 km de Aracaju, capital de Sergipe. Sem ideia de como trabalhar esse componente no sistema de produção, o produtor fornecia a dieta para os animais de forma empírica, de olho apenas no acabamento do gado, e pouco no caixa. O resultado do descontrole na nutrição era um gado gordo no pasto e tempo de “vacas magras” para a fazenda.

O custo beirava R$ 140 cab/mês, dos quais R$ 107 gastos com nutrição; e o lucro médio, irrisório, girava em torno de R$ 20 por hectare. “Quando chegamos na fazenda percebemos que o Roberto tomava as decisões quanto à suplementação da própria cabeça, sem saber direito quanto gastava, nem quanto ia ganhar com aquilo”, lembra Danilo Oliveira, da Rehagro Consultoria, com sede em Belo Horizonte (MG), que ajudou a implementar o “nutrição financeira” na propriedade, assim chamado por ele o conjunto de medidas práticas tomadas no dia-a-dia para a redução de custos com aumento de produtividade. “Muita gente acha que quanto mais comida der, mais dinheiro vai ganhar. E não funciona exatamente assim”.

Hoje, as despesas da Fazenda Lagoa estão 46% menores. O custo, antes de R$ 136/cab/mês, caiu para R$ 73/cab/mês, 50% disso gastos com nutrição do rebanho, ante 75% em 2020. A arroba produzida baixou de R$ 276 para R$ 136.

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