Abates de novilhas e garrotes disparam no MT

Animais jovens estão cada vez mais pesados, destaca Imea

As carnes de animais mais jovens seguem com demanda aquecida, o que explica o aumento de 22% no abate de novilhas e de 70% no de garrotes em julho, no Mato Grosso, para 44, 80 mil e 51,39 mil cabecas, respectivamente, na comparação com os resultados de junho, informa a analista Estefany Gloria, do Imea (Instituto Mato Grossense de Economia Agropecuária), com bases nos dados do Indea (Instituto de Defesa de Defesa Agropecuária do Mato Grosso).

Em relação ao volume registrado em julho de 2018, de 37,35 mil, o abate de novilhas cresceu 19,9% no mês passado. Na mesma base de comparação, o abate de garrotes, que alcançou 42,83 mil cabeças em julho do ano passado, avançou 20%.

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Geral

No total de abates no Estado, a quantidade registrada em julho deste ano foi de 532,92 mil cabeças, alta de 28,04% ante o mês anterior. Na comparação com igual período do ano passado (488,78 mil cabeças), o acréscimo foi de 9%. Segundo a equipe de analistas do Imea, os volumes registrados julho estão próximos dos patamares de 2013, quando verificou-se o recorde de abate de bovinos, principalmente das fêmeas.

Mudanças de perfil

Os animais jovens estão cada vez mais pesados. Apesar de ser comum o aumento das cotações de bovinos de reposição em abril, época de maior demanda de confinadores, verifica-se que, em 2019, os preços têm se sustentado em bons patamares, avalia o Imea. No acumulado dos sete primeiros meses de 2019, observa-se aumento de 3,68% para os preços do bezerro e de 3,21% para os das novilhas.

Dois fatores podem estar contribuindo para este cenário: o possível momento de virada do ciclo pecuário, com viés de alta atrelado ao aumento no abate de fêmeas desde 2017, e, de fato, o acréscimo de quilos destas categorias. No caso das novilhas, o Imea enfatiza que os preços estão superando os dos bezerros, pois a demanda por fêmeas mais jovens e pesadas está bem aquecida. “Portanto, observa-se que o investimento nestes animais pode trazer melhores remunerações para o criador”, afirma o instituto.

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Conteúdo original Revista DBO