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Abiove busca alternativas para manter motosserras desligadas

Sinais de afrouxamento das amarras ambientais emitidos pelo futuro governo comprometem negócios
Foto: Greenpeace

Por Sérgio de Oliveira

A exigência de “desmatamento zero” feita pelos consumidores europeus para continuar comprando soja produzida na Amazônia provocou uma saia justa nas empresas brasileiras que comercializam o produto e seus derivados. Diante da assunção do governo Bolsonaro em janeiro de 2019 e da escolha do advogado Ricardo Salles como ministro do Meio Ambiente, que promete afrouxar as travas ambientais, a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais – Abiove, busca alternativas para manter o pacto estabelecido desde 2006 entre produtores, indústrias, ONGs, governo e agentes exportadores de não comercializar nem financiar a soja produzida em áreas desmatadas no bioma a partir daquela data, e que ficou conhecido como Moratória da Soja.

Produtores cujas propriedades têm excedente de reserva legal, e que têm direito a desmatar o que ultrapassa a reserva prevista, estão ansiosos para acionar as motosserras, diante dos sinais emitidos pelo futuro governo. Para os europeus, porém, segundo afirmou o diretor executivo da Abiove, André Nassar, não tem negócio. Assim, a entidade e seus parceiros, no Brasil e no exterior, estudam a criação de um fundo de compensação financeira para que exedentes de reserva legal recebam pagamento por desmatamento evitado. O prêmio para aqueles produtores que mantiverem a vegetação nativa de pé, segundo Nassar, seria algo em torno de US$ 150 por hectare/ano, o que atingiria um total de US$ 300 a US$ 400 milhões em cinco anos. As conversas estão adiantadas e produtores ouvidos pela Abiove consideram o valor satisfatório. Apenas no Cerrado, calcula-se em 1,5 milhão de hectares o excedente de reserva legal. Para a Amazônia não há estimativa.

A Moratória da Soja, que teve papel importante na contenção do desmatamento da Amazônia para implantação de áreas agrícolas, deve chegar também ao Cerrado, jogando ainda mais lenha na fogueira da discussão entre produção x preservação. As novas fronteiras agrícolas da região conhecida como Matopiba (composta por partes do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia) são apontadas como as grandes responsáveis pelo avanço do desmatamento, com a soja sendo responsável pela abertura de 90.000 hectares/ano. A Abiove, através de sua assessoria, porém, ressalta que não é favorável à Moratória no cerrado, nos moldes do ambiente amazônico, uma vez que as condições são diferentes e o avanço da cultura da soja se dá principalmente sobre pastagens degradadas. Em estados de agricultura mais consolidada, o desmatamento vem caindo, segundo Nassar.

 

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