Agronegócio bate recorde de US$ 14 bilhões em exportações em maio

Cinco setores foram responsáveis por 90,7% do valor total exportado pelo Brasil: complexo soja, carnes, produtos florestais, complexo sucroalcooleiro e café

O mês de maio de 2021 registrou recorde de valor exportado em produtos do agronegócio, com US$ 13,94 bilhões em vendas externas (+33,7%). De acordo com análise da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, as vendas foram influenciadas pelo incremento nos preços internacionais das commodities.

O índice de preço dos produtos do agronegócio exportados pelo Brasil aumentou 24,6%, enquanto o crescimento do índice de quantum foi de 7,3%.

Analistas apontam que a pandemia precipitou uma nova era de uso intensivo de commodities, na medida em que os governos enfatizam a criação de empregos e sustentabilidade ambiental, ao invés do foco na estabilidade financeira desencadeado pela crise de 2009.

Além disso, a forte demanda chinesa permanece pressionando os preços de grãos, como milho e oleaginosas, destinados à recomposição e ampliação dos rebanhos suíno e de frango na China.

Apesar do forte incremento das exportações do agronegócio, a participação do setor diminuiu de 59,5% das exportações totais brasileiras (maio/ 2020) para 51,7% (maio/ 2021).

As importações do agronegócio subiram, passando de US$ 837 milhões (maio/2020) para US$ 1,22 bilhão (maio/2021), com alta de 13,5%. O saldo da balança ficou em US$ 12,71 bilhões.

Em maio de 2021, os cinco principais setores exportadores do agronegócio brasileiro venderam US$ 12,64 bilhões (+34,5%) ao exterior. Os cinco setores foram: complexo soja (participação de 59,8%), carnes (participação de 11,9%), produtos florestais (participação de 9,1%), complexo sucroalcooleiro (participação de 6,5%) e café (participação de 3,4%).

Estes cinco setores foram responsáveis por 90,7% do valor total exportado pelo Brasil em produtos do agronegócio em maio de 2021. Ou seja, houve um aumento da concentração das exportações brasileiras do agronegócio, uma vez que a participação desses mesmos setores foi de 89,6% em maio de 2020.

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As importações totais chinesas de soja em grão cresceram 12,8% em 2021, passando de 33,9 milhões de toneladas, entre janeiro e maio de 2020, para 38,2 milhões de toneladas na comparação com o mesmo período deste ano. As exportações brasileiras registraram volume recorde de 16,4 milhões de toneladas de soja em grão em maio (+16,3%).

Carnes – As exportações de carne bovina chegaram a US$ 724,28 milhões (-6,9%), com queda na quantidade exportada (-17,9%), abrandada pelo aumento do preço médio de exportação de produto (+13,4%, US$ 4.835 por tonelada). Os preços internacionais permanecem elevados, em virtude de uma conjuntura que relaciona demanda elevada (China) e limites na produção e oferta internacional de carne bovina (Austrália, Estados Unidos e Argentina) .

Porém, a principal explicação para a queda nas exportações brasileiras relaciona-se à redução nas exportações para a China que alcançaram US$ 343,23 milhões em maio de 2021 (-16,3%). Também houve queda nas exportações para Hong Kong, que passaram de US$ 121,59 milhões em maio de 2020 para US$ 75,22 milhões em maio de 2021 (-38,1%).

É importante ressaltar que o total das importações chinesas de carnes, mesmo elevados em termos históricos, caíram 3,3% na comparação entre maio de 2021 e maio de 2020, com redução da quantidade de 816 mil toneladas em maio de 2020 para 789 mil toneladas em maio de 2021. Tal contexto provavelmente reflete a retomada da produção de carne suína na China, fortemente abalada pela Peste Suína Africana – PSA .

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As exportações de carne de frango, por sua vez, cresceram 20,1%, e alcançaram US$ 642,75 milhões. A alta dos preços médios de exportação é o grande fator responsável pelo aumento do valor exportado, uma vez que a cotação da carne de frango subiu 15,7%.

Os preços da carne de frango refletem a demanda internacional elevada (maior controle da pandemia) e os altos custos em relação ao preço internacional do milho. A quantidade exportada expandiu 3,8%. A China foi o principal mercado importador, mas apresentou a maior queda no valor absoluto adquirido, passando de US$ 120,55 milhões em maio de 2020 para US$ 104,60 milhões em maio de 2021 (- 13,2%).

Por outro lado, a Arábia Saudita aumentou as aquisições de US$ 40,51 milhões em maio de 2020 para US$ 81,47 milhões em maio de 2021 (+101,1% ou US$ 40,96 milhões em valores absolutos). Três outros mercados aumentaram as aquisições acima de US$ 10 milhões: México (+ US$ 18,55 milhões ou + 5.939,1%), Filipinas (+ US$ 14,83 milhões ou +372,1%) e Chile (+ US$ 10,24 milhões ou +252,3%).

No caso da carne suína, as exportações subiram de US$ 226,11 milhões em maio de 2020 para US$ 251,42 milhões em maio de 2021 (+11,2%). A quantidade exportada foi praticamente semelhante entre maio de 2020 e maio de 2021, com registros de 100,5 mil toneladas exportadas.

Dessa forma, a elevação do preço médio de exportação em 11,3% explica o aumento do valor exportado. Em relação aos principais mercados importadores, a China acrescida da sua região especial administrativa de Hong Kong adquiriu volume inferior na comparação entre os períodos, passando de 73,9 mil toneladas em maio de 2020 para 69,2 mil toneladas em maio de 2021 (-6,4%).

Mesmo com a queda da quantidade adquirida, o mercado chinês ainda foi responsável por quase 70% do volume exportado pelo Brasil ou o correspondente a US$ 178,90 milhões (+4,7%). Os outros cinco maiores importadores de carne suína brasileira foram: Chile (US$ 13,46 milhões, +236,7%); Uruguai (US$ 9,47 milhões, +23,6%); Cingapura (US$ 8,63 milhões, -57,0%); Vietnã (US$ 7,45 milhões, +181,8%); e Argentina (US$ 6,59 milhões, +174,8%).

Fonte: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa)

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