Agropecuária é o único setor do PIB brasileiro que teve crescimento no trimestre encerrado em abril

Monitor do PIB FGV aponta que as exportações de produtos agropecuários cresceram 37,9% no mês de abril

O Produto Interno Bruto (PIB), que é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país, teve queda de 6,1% no trimestre encerrado em abril deste ano, na comparação com o trimestre finalizado em janeiro. O dado é do Monitor do PIB, divulgado hoje, 22 de junho, pela Fundação Getulio Vargas (FGV), no Rio de Janeiro.

Segundo a FGV, nesse período, apenas a agropecuária teve crescimento – de 1,9%. O levantamento mostra que as exportações de produtos agropecuários cresceram 37,9% no mês de abril.

Efeitos da covid-19

Das 12 atividades econômicas que agrupadas formam os 3 setores de atividade (agropecuária, indústria e serviços), a indústria e os serviços anotaram quedas. A indústria recuou 9,1%, com destaque para a indústria da transformação, que caiu 12,5%. Já os serviços diminuíram 10,7%. As maiores perdas foram observadas nos outros serviços, que diminuíram 22,1%. Nesta categoria, se enquadram setores como alimentação fora de casa, alojamento e serviços domésticos, entre outros.

Na comparação com o trimestre encerrado em abril de 2019, a queda chegou a 4,9%. Considerando-se apenas o mês de abril, a retração foi ainda maior: -9,3% na comparação com março deste ano e -13,5% na comparação com abril do ano passado.

O dado de abril mostra que, a retração recorde da economia, não apenas no PIB, porém disseminada em diversas atividades e componentes da demanda, é a pior da história recente. A indústria e o setor de serviços, que respondem por aproximadamente 95% do valor adicionado total da economia, também tiveram os maiores recuos de sua série histórica iniciada em 2000, assim como o consumo das famílias e a formação bruta de capital fixo”, afirma Claudio Considera, coordenador da pesquisa.

Consumo

O consumo das famílias caiu 5,0% no trimestre móvel findo em abril, em comparação ao mesmo trimestre de 2019. Apenas o consumo de produtos não duráveis cresceu (1,2%) impulsionado, pelos produtos alimentícios e os artigos farmacêuticos.

Clique aqui para acessar o estudo completo.

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