Alimentação animal deve consumir 74% do milho em SP

Segundo o IEA, 6,65 milhões de toneladas de milho serão destinadas à alimentação animal

A alimentação animal será o principal destino da produção paulista de milho este ano, segundo levantamento feito pelo Instituto de Economia Agrícola do Estado (IEA). De acordo com o instituto, 6,65 milhões de toneladas de milho serão destinadas à avicultura, suinocultura e pecuária este ano – aumento de 1,6% ante o observado em 2018.

O montante, ressalta o IEA, representa 73,8% da demanda total, estimada em 9,03 milhões de toneladas, e está 32,4% acima da disponibilidade de milho no Estado. Com isso, estima-se que São Paulo deverá adquirir 4,69 milhões de toneladas de milho de outros Estados. O volume é 4% abaixo das importações interestaduais observadas no ano passado.

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“A melhor produção do cereal possibilitou não só a redução das compras de milho produzido em outros estados, mas também contribuiu para que a oferta total de São Paulo aumentasse 1,4% em relação ao ano anterior, alcançando de 9,71 milhões de toneladas”, explica o instituto em nota. Segundo o IEA, a produção de milho no Estado de São Paulo em 2018/19 ficou 8,2% acima da verificada na safra 2017/18.

Na divisão por setor, o consumo animal de milho em São Paulo deve ser puxado pela produção avícola, com 2,68 milhões de toneladas para avicultura de corte (40,3% do total) e 1,3 milhão para avicultura de postura (19,5% do total). Suinocultura, por sua vez, deve consumir 980 mil toneladas (14,7%). Na pecuária, a produção de leite tem um consumo estimado em 435 mil toneladas (6,5% do total) e a pecuária de corte de 210,5 mil toneladas (3,2% do total).

O IEA destaca ainda que o contexto internacional, de maior demanda por proteína animal após o surto de peste suína africana na Ásia, deve contribuir para uma maior demanda pelo cereal no mercado interno. “Esse aumento na produção de carnes traz implícito um acréscimo na demanda de milho para consumo animal, o que indiretamente beneficia o produtor de milho que, no curto prazo, poderá receber melhores preços pelo cereal”, avalia o instituto paulista.

 

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Conteúdo original Revista DBO