Animais jovens puxam os negócios no mercado de reposição

Preços firmes do boi gordo e boa capacidade de suporte das pastagens nas principais regiões pecuárias estimulam os investimentos

Embora gradual, a liquidez de negócios no mercado de gado para reposição vem ganhando tração nas últimas semanas, estimulada pela forte recuperação nos preços da arroba, após as perdas acentuadas registradas em setembro e outubro passado.

“A velocidade na recuperação dos valores oferecidos no gado gordo favorece o poder de compra dos pecuaristas, já que o mercado da reposição ainda não consolidou altas mais consistentes”, observam os analistas da IHS Markit.

A melhora das condições de pastagem na maioria das regiões pecuárias do Brasil, devido ao bom volume de chuvas das últimas semanas, também estimula a procura por animais mais jovens.

“A ocorrência de leilões de reposição começa a aumentar”, informa a IHS.

Segundo a consultoria, os recriadores/invernistas traçam as suas estratégias para a temporada 2022, de olho na retomada mais contundente da demanda chinesa e na abertura de novos mercados consumidores do produto brasileiro.

“Maiores linhas de crédito oferecidas por bancos públicos e privados e os elevados preços futuros da arroba bovina na bolsa B3 também sugerem um ambiente propício à melhora nas vendas de gado para reposição”, observa a IHS.

Entre as praças pecuárias das regiões Sudeste e Centro-Oeste, o mercado chegou a esboçar recuperação nos preços da bezerrada, onde a procura foi maior em detrimento de animais mais erados e pesados, informa a IHS.

Entre os Estados de ambas as regiões, foram registradas altas mais consistentes em Minas Gerais e em Goiás, além de aumentos mais moderados nas praças do Mato Grosso do Sul, São Paulo e Mato Grosso.

SAIBA MAIS | Acompanhe os negócios do mercado de reposição no Jornal de Leilões

Na região Sul, o mercado da reposição ensaia recuperação no Paraná, relata a IHS.

No Rio Grande do Sul, os preços dos animais jovens não chegaram a reagir ao longo desta semana, embora já haja espaço para recuperação, observa a IHS.

“Especialmente no Rio Grande do Sul, abriu-se a exportação de gado em pé (com até 250 kg), a preços mais competitivos, o que começa a gerar maior ânimo entre os agentes locais”, destaca a IHS. No mercado gaúcho também há relatos da presença de compradores de São Paulo e Minas Gerais, acrescenta a consultoria.

Na região Norte, o cenário dá sinais mais consistentes em termos de procura e firmeza de preço do gado de reposição.

No Tocantins, a liquidez voltou a ganhar intensidade com maior procura por bezerros, vaca parida, vaca prenha e novilha para estação de monta, informa a IHS.

Ainda na região de TO, há lentidão apenas para categoria de garrote mais pesado, com mais de 12 arrobas, mas a oferta também é baixa, o que neutraliza quedas nos preços, acrescenta a consultoria.

Segundo levantamento da Scot Consultoria, na média de todos os Estados monitorados, entre machos e fêmeas anelorados, a alta foi de 1,2% ao longo desta semana em relação à semana anterior.

As altas nos preços foram puxadas pelas fêmeas, diz a Scot. Considerando a média de todas as categorias e Estados monitorados, a valorização das fêmeas foi de 1,5%, ante 1% da média das categorias dos machos anelorados.

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A Scot lembra que, no último bimestre do ano, sazonalmente, o consumo de carne bovina é maior, o que mantém a expectativa é de um cenário firme para o mercado do boi gordo.

“Com isso, o mercado de reposição também deve seguir aquecido nas próximas semanas”, prevê a Scot.

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