Aos poucos, frigoríficos seguem derrubando o valor do boi gordo, sobretudo nas praças de SP e do Centro-Oeste

Com o avanço do clima seco em algumas regiões, as indústrias aproveitam o aumento de ofertas de boiadas gordas para negociar a preços mais baixos

Nesta terça-feira, 17 de maio, as indústrias frigoríficas brasileiras continuam pressionado os preços do boi gordo, informam as consultorias que acompanham diariamente o setor pecuário.

A Scot Consultoria detectou recuo diário de R$ 1/@ na cotação do boi gordo em São Paulo, agora negociado a R$ 309/@, valor bruto e a prazo.

Por sua vez, os preços da vaca e novilha gordas permaneceram estáveis, valendo R$ 276/@ e R$ 305/@, respectivamente (valores brutos e a prazo).

A cotação do boi-China (abatido mais jovem, geralmente com idade abaixo de 30 meses) também não sofreu alteração, seguindo apregoada em R$ 320/@, acrescenta a Scot.

Segundo avaliação da IHS Markit, o mercado brasileiro do boi gordo vem registrando baixa liquidez, com fracas atuações nas duas pontas do mercado.

“As indústrias continuam fora das compras de gado e operam quando necessário, de maneira cadenciada, comprando somente pequenos lotes de animais terminados”, observa a IHS.

Por sua vez, continua a consultoria, alguns pecuaristas também continuam regulando o fluxo de vendas de seus lotes, “diante da ausência de preços minimamente atrativos, que possam garantir margens positivas”.

Ainda assim, reforçam os analistas, a pressão baixista nos preços dos animais terminados segue constante em algumas regiões do País.

Nesta terça-feira, a IHS apurou novas quedas nos preços de boiadas gordas negociadas sobretudo na região Centro-Oeste, com destaque para as praças mato-grossenses.

“O avanço da frente fria já chega em regiões do Mato Grosso, onde a ausência de chuva  já prejudica fortemente o volume de pastagens nos campos”, relata a IHS.

Diante do clima desfavorável, muitos pecuaristas mato-grossenses que ainda têm lotes de animais terminados a pasto elevaram as suas ofertas nos últimos dias, contribuindo para o enfraquecimento nos preços da arroba no Estado.

“Os recuos nos preços do boi gordo foram reportados em praticamente todas as praças do Mato Grosso, fundamentados pelo desequilíbrio entre oferta e demanda”, ressalta a IHS, acrescentando que os frigoríficos da região continuam operando com cautela no mercado, comprando somente o necessário para o preenchimento das escalas de abate.

As quedas mais significativas desta terça-feira envolveram as regiões de Colíder/Sinop, onde o valor do macho terminado recuou  de R$ 281/@ para R$ 275/@, e também as regiões de Tangará da Serra/Cáceres, onde o valor da boiada gorda caiu de R$ 286/@ para R$ 280/@.

No panorama geral, reforça a IHS Markit, as indústrias frigoríficas brasileiras ainda operam com escalas de abate confortáveis e sem grande apetite para novas aquisições de boiadas.

“Há relatos de indústrias em São Paulo que já possuem escalas fechadas até o final de maio”, acrescenta a IHS.

Os analistas da IHS Markit acreditam que o atual movimento de baixa no mercado do boi gordo pode se estender ao longo desta semana, sobretudo nas praças onde as programações de abate já se encontram confortavelmente avançadas.

Embarques aquecidos – As exportações brasileiras de carne bovina in natura alcançaram 73,8 mil toneladas nos dez primeiros dias úteis de maio, informou nesta terça-feira a Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

“O ritmo dos embarques segue aquecido e pode alcançar em maio/22 volumes superiores ao registrado em igual mês do ano anterior, quando alcançou 126,7 mil toneladas, em 21 dias úteis”, observa a IHS.

Até a segunda semana de maio/22, a média diária exportada ficou em 7,3 mil toneladas, um avanço de 22,3% frente a média exportada no mês de maio de 2021.

Cotações máximas de machos e fêmeas desta terça-feira, 17 de maio
(Fonte: IHS Markit)

SP-Noroeste:

boi a R$ 315/@ (prazo)
vaca a R$ 275/@ (prazo)

MS-Dourados:

boi a R$ 290/@ (à vista)
vaca a R$ 270/@ (à vista)

MS-C.Grande:

boi a R$ 295/@ (prazo)
vaca a R$ 270/@ (prazo)

MS-Três Lagoas:

boi a R$ 290/@ (prazo)
vaca a R$ 270/@ (prazo)

MT-Cáceres:

boi a R$ 280/@ (prazo)
vaca a R$ 265/@ (prazo)

MT-Tangará:

boi a R$ 280/@ (prazo)
vaca a R$ 265/@ (prazo)

MT-B. Garças:

boi a R$ 278/@ (prazo)
vaca a R$ 267/@ (prazo)

MT-Cuiabá:

boi a R$ 280/@ (à vista)
vaca a R$ 265/@ (à vista)

MT-Colíder:

boi a R$ 275/@ (à vista)
vaca a R$ 265/@ (à vista)

GO-Goiânia:

boi a R$ 291/@ (prazo)
vaca R$ 271/@ (prazo)

GO-Sul:

boi a R$ 290/@ (prazo)
vaca a R$ 271/@ (prazo)

PR-Maringá:

boi a R$ 300/@ (à vista)
vaca a R$ 270/@ (à vista)

MG-Triângulo:

boi a R$ 290/@ (prazo)
vaca a R$ 266/@ (prazo)

MG-B.H.:

boi a R$ 280/@ (prazo)
vaca a R$ 265/@ (prazo)

BA-F. Santana:

boi a R$ 280/@ (à vista)
vaca a R$ 270/@ (à vista)

RS-Porto Alegre:

boi a R$ 335/@ (à vista)
vaca a R$ 305/@ (à vista)

RS-Fronteira:

boi a R$ 335/@ (à vista)
vaca a R$ 305/@ (à vista)

PA-Marabá:

boi a R$ 281/@ (prazo)
vaca a R$ 270/@ (prazo)

PA-Redenção:

boi a R$ 280/@ (prazo)
vaca a R$ 270/@ (prazo)

PA-Paragominas:

boi a R$ 290/@ (prazo)
vaca a R$ 280/@ (prazo)

TO-Araguaína:

boi a R$ 281/@ (prazo)
vaca a R$ 263/@ (prazo)

TO-Gurupi:

boi a R$ 276/@ (à vista)
vaca a R$ 262/@ (à vista)

RO-Cacoal:

boi a R$ 265/@ (à vista)
vaca a R$ 253/@ (à vista)

RJ-Campos:

boi a R$ 285/@ (prazo)
vaca a R$ [email protected] (prazo)

MA-Açailândia:

boi a R$ 275/@ (à vista)
vaca a R$ 260/@ (à vista)

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