Apagão de boiada encosta a arroba na casa dos R$ 210

Cotação paulista reverbera em outros locais e mostra a escassez de animais prontos para o mercado externo

O atual apagão de boiada gorda no mercado brasileiro fez a arroba se aproximar dos R$ 210, a prazo, no Noroeste de São Paulo, de acordo com dados apurados pela Informa Economics FNP (veja nesta página o quadro de preços desta quarta-feira, 10 de junho, nas principais praças pecuárias do País).

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“Os frigoríficos exportadores paulistas conseguem pagar valores mais altos devido à boa remuneração das vendas internacionais de carne bovina, consequência da valorização do dólar sobre o real em maio”, afirma a consultoria.

Os pecuaristas que têm o chamado “boi-China” (animais com idade de até 30 meses) recebem valores entre R$ 5 e R$ 10 mais altos em relação aos preços do gado padrão, informa a FNP.

Segundo a consultoria, apesar do avanço do tempo seco e piora na qualidade dos pastos, alguns pecuaristas optam pela retenção da boiada pronta, visando melhores preços para efetivar a troca por animais de reposição, cujas cotações estão nas alturas, em razão da fase de alta do ciclo pecuário.

No segmento atacado, o escoamento da carne bovina nas prateleiras dos supermercados se mostrou um pouco mais ativo nesta primeira semana do mês, puxado pela entrada da massa salarial da população consumidora, de acordo com a FNP.

Giro por outras praças

No Mato Grosso, as cotações também subiram nesta quarta-feira, influenciadas pela baixa oferta de animais terminados no mercado e, consequentemente, a dificuldade das indústrias em cumprir as programações de abate.

No Tocantins, o regime regular de chuvas tem mantido os pastos em boa qualidade e os pecuaristas conseguem especular valores mais elevados pela arroba da boiada gorda a partir da retenção dos animais.

Em Goiás, os negócios de gado para abate foram efetivados a valores mais elevados nesta quarta-feira, também em função da oferta restrita de animais prontos, segundo a FNP.

No Paraná, as indústrias exportadoras continuam com atuação ativa nos negócios e a arroba do boi gordo novamente se valorizou, repetindo o movimento registrado na terça-feira.

No Rio Grande do Sul, os preços do gado para abate também subiram. A forte estiagem que atingiu o Estado sulista no início deste ano diminuiu os plantéis de bovinos ao longo deste primeiro semestre. Com o rebanho reduzido, relata a FNP, o mercado de boi gordo do RS tem emplacado forte pressão altista nas cotações.

Confira as cotações desta quarta-feira, 10 de junho, de acordo com a FNP:

SP-Noroeste: R$ 209/@ a (prazo)

MS-Dourados: R$ 185/@ (à vista)

MS-C. Grande: R$ 187/@ (prazo)

MS-Três Lagoas: R$ 187/@ (prazo)

MT-Cáceres: R$ 179/@ (prazo)

MT-Tangará: R$ 178/@ (prazo)

MT-B. Garças: R$ 179/@ (prazo)

MT-Cuiabá: R$ 175/@ (à vista)

MT-Colíder: R$ 171/@ (à vista)

GO-Goiânia: R$ 187/@ (prazo)

GO-Sul: R$ 187/@ (prazo)

PR-Maringá: R$ 195/@ (à vista)

MG-Triângulo: R$ 194/@ (prazo)

MG-B.H.: R$ 188/@ (prazo)

BA-F. Santana: R$ 192/@ (à vista)

RS-P.Alegre: R$ 196/@ (à vista)

RS-Fronteira: R$ 194/@ (à vista)

PA-Marabá: R$ 190/@ (prazo)

PA-Redenção: R$ 189/@ (prazo)

PA-Paragominas: R$ 197/@ (prazo)

TO-Araguaína: R$ 188/@ (prazo)

TO-Gurupi: R$ 186/@ (à vista)

RO-Cacoal: R$ 177/@ (à vista)

RJ-Campos: R$ 183/@ (prazo)

MA-Açailândia: R$ 185/@ (à vista)

 

 

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