Árabes querem mais frutas do Brasil

Presidente da Câmara Árabe, Rubens Hannun, contou que novas oportunidades de fornecimento aos países árabes estão chegando no Brasil, entre elas de cítricos
Presidente da Câmara de Comércio Árabe Brasileira, Rubens Hannun. Foto: Reprodução

Entre os produtos brasileiros que passaram a ser mais buscados pelos países árabes no período da pandemia estão as frutas. O presidente da Câmara de Comércio Árabe Brasileira, Rubens Hannun (foto acima), citou o fato durante live feita para o Global Council of Sales Marketing (GCSM), no Instagram da Revista The Winner, do GCSM, nesta quinta-feira (28).

“Aumentou muito a demanda por frutos brasileiros, os cítricos que vendíamos pouco, eles estão querendo comprar”, afirmou Hannun. O presidente da Câmara Árabe afirmou que estão chegando muitas novas oportunidades de fornecimento do Brasil para os países árabes atualmente, principalmente em alimentos, mas também em outras áreas.

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Durante a live, conduzida pelo presidente do GCSM, Agostinho Turbian, Hannun contou que a segurança alimentar é uma preocupação dos árabes e que eles estão fazendo mais estoques de alimentos em função da situação enfrentada na pandemia de Covid-19. Os países árabes dependem de importações de alimentos porque não produzem em larga escala em função das suas condições climáticas.

GSCM promoveu live com Rubens Hannun

A Câmara Árabe, inclusive, criou um comitê comercial para identificar as necessidades dos mercados árabes durante a pandemia e possíveis fornecedores no Brasil. O objetivo é aumentar a gama de fornecedores e os produtos enviados. “Agora com a Covid, eles viram que não podem prescindir de comprar do Brasil”, afirmou Rubens Hannun.

Segundo o presidente da Câmara Árabe, mesmo que os países árabes incentivem a produção interna de alimentos, o que vinham fazendo principalmente antes da pandemia, haverá uma infinidade de oportunidades para o Brasil, em novos produtos, e em fornecimento de produtos e serviços que atendem os projetos industriais árabes, como equipamentos ou mesmo expertise na área.

Na live, Hannun contou do potencial do mercado árabe, com 400 milhões de habitantes, além dos mercados para os quais eles reexportam, formando um público de dois bilhões de pessoas, e da expertise que o Brasil tem como fornecedor de produtos halal tanto para os países árabes como para os que são apenas muçulmanos, ou nem o são, mas consomem halal. Os produtos halal seguem em sua produção regras determinadas pelo islamismo, baseadas principalmente em questões de higiene e sanidade.

O presidente da Câmara Árabe também falou, na live, sobre a estruturação de um planejamento estratégico que a entidade fará com o Ministério da Agricultura para garantir o fornecimento aos países árabes e articular a criação de linhas marítimas diretas para transporte de mercadorias entre o Brasil e os países árabes. Ele também contou do anúncio do CCAB Lab, laboratório de startups que a entidade criou para receber projetos que envolvam o Brasil e os países árabes.

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Conteúdo original Revista DBO