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Argentina quer exportar carne bovina fresca à China

Diferentemente do Brasil, por enquanto ela só exporta carne desossada e congelada

Enquanto membros do próprio governo têm opiniões divergentes sobre o grau de importância da China para as relações comerciais futuras com o Brasil (veja matéria neste portal), a Argentina sonha em poder participar mais do gigante mercado chinês de carne bovina.

A China é hoje, ao lado de Hong Kong, a maior importadora da carne bovina brasileira, com compras ao redor de US$ 1,5 bilhão em 2018.

No último domingo, a ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Tereza Cristina, que participa da comitiva brasileira nos Estados Unidos (liderada pelo pelo presidente Jair Bolsonaro), declarou que pretende organizar uma missão para a China na primeira semana de maio, com o objetivo de ampliar as exportações de carne suína, bovina e de frango ao mercado chinês.

A intenção da ministra é ampliar ainda mais o número de frigoríficos brasileiros com habilitação sanitária para exportar ao país asiático. No entanto, a concorrência pelo mercado chinês é grande: há atualmente muitos outros países exportadores de carne bovina interessados em aumentar os negócios com a China. Nossa vizinha Argentina é um deles.

Tradicional exportador mundial de carne bovina (em 2018, ocupou a sexta colocação no ranking), a Argentina faz algum tempo vem prospectando o mercado de carne bovina chinês.

No momento, os argentinos, diferentemente do Brasil, só podem exportar carne bovina desossada e congelada à China, mas autoridades políticas da Argentina, apoiadas pela indústria local, têm feito de tudo para convencer o governo chinês a aceitar comprar também o seu produto in natura e a carne com osso – todos sabem da alta qualidade da carne argentina, o que aumenta a chance de êxito de nossos “hermanos” nessa empreitada.
Em fevereiro último, uma missão oficial do governo argentino esteve na China para tratar especialmente do assunto “carnes”. A reunião foi presidida pelo ministro da Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma da China, Xu Shaoshi, que estava acompanhado por mais de 40 funcionários do país asiático.

No lado argentino, a reunião contou com a presença do ministro da Agricultura, Pecuária e Pesca da Nação, Carlos Casamiquela, que abordou as questões prioritárias para a Argentina, incluindo a extensão do protocolo sanitário para também poder exportar ao mercado chinês a carne bovina fresca e com osso.

O vice-presidente do Instituto para a Promoção da Carne Bovina Argentina (IPCVA), Mario Ravettino, que também participou das reuniões, classificou os encontros como “extremamente positivos” e disse estar otimista em relação ao pedido de abertura à carne bovina in natura produzida em seu país.
O avanço das importações de carne bovina da China nos últimos anos reflete o seu forte crescimento econômico, além do aumento da população e da renda, melhorias significativas na parte de infraestrutura e o seu rápido processo de urbanização.

Além do Brasil, a Austrália e os Estados Unidos são grandes fornecedores mundiais de carne bovina ao mercado da China. Analistas apontam para uma aceleração ainda maior na demanda chinesa por carnes nos próximos dez anos. Só para no setor específico de carne bovina, espera-se que as importações da China cheguem a 850 mil toneladas na próxima década.

Em breve, os argentinos estarão de volta à China: o Instituto para a Promoção da Carne Bovina Argentina participará da próxima edição da Feira SIAL CHINA 2019, que será realizada de 14 a 16 de maio em Xangai. Na ocasião, o IPCVA irá montar um “Pavilhão da Carne Argentina” de 800 m², para abrigar as empresas argentinas ligadas ao setor de carne bovina.

Cada empresa argentina poderá se instalar em módulos com uma área aproximada de 12 metros quadrados, onde terá uma mesa de uso próprio para promover degustações dos conhecidos e saborosos cortes da carne argentina ao público participante da feira.

Exportações em alta

Segundo relatório elaborado pela área de estatística do IPCVA, as exportações de carne bovina argentina alcançaram US$ 159,2 milhões em janeiro deste ano, crescimento de 17% sobre o mesmo período de 2018.

A China foi o principal destino para a carne argentina durante o primeiro mês de 2019, com aproximadamente 22,5 mil toneladas, seguido pelo Chile, com 2,8 mil toneladas, e depois por Israel, 1,7 mil toneladas.

Em receita, nessa mesma base de comparação, a China respondeu por 58,6% do valor total exportado de carne refrigerada, congelada e processada, seguida pela Alemanha (9,3%) e Chile (9,2%).

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