Assocon elege nova diretoria e muda modelo de gestão

Entidade não tem mais os cargos de presidente e vice-presidente, mas sim um conselho diretor
Bruno Andrade, gerente executivo da Assocon

Durante a Conferência Internacional de Pecuaristas – Interconf, que acontece em Goiânia, a repórter Marina Salles conversou com Bruno Andrade, gerente executivo da Assocon, sobre a nova diretoria da entidade, definida no dia de ontem, 11 de setembro. Segundo Andrade, nessa nova fase a Assocon não tem mais os cargos de presidente e vice-presidente, mas sim um conselho diretor formado por três pecuaristas de três estados distintos: Sérgio Przepiorka pelo estado de São Paulo, Maurício Veloso por Goiás, e um terceiro nome sairá de Mato Grosso, mas ainda está sendo negociado. Cada um terá atuação direta no estado de origem.

Segundo o executivo, a opção por esse modelo de gestão da entidade se deve à necessidade de promover a descentralização das ações da Assocon. Ele cita como exemplo a Escola de Pecuária, que faz treinamento nos Estados. “Com os diretores regionais fazendo a capilarização dessas ações em seus estados”, diz Bruno, “é possível chegar a lugares que hoje a entidade não tem como alcançar, como o interior de Mato Grosso, municípios importantes de Goiás e ter também uma maior presença no estado de São Paulo. Estes são os principais estados que confinam”. Mais adiante, a ideia é agregar outros diretores para representar outros estados. Segundo Andrade, o conselho diretor tende a “inchar” e a entidade passará a ter representantes em cada estado onde houver associados. “Esse modelo já existia no passado, mas foi mudado e agora está sendo retomado porque a associação entendeu que é mais prático para se trabalhar. Cada Estado tem uma demanda específica, seja na área institucional, seja na área de mercado ou na necessidade de capacitação, e a gente vai conseguir trabalhar especificamente com cada um deles”, diz Andrade.

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Esta é mais uma das mudanças na Associação, cujo nome passou a ser Associação Nacional de Pecuária Intensiva. A ideia é que as demandas de cada estado sejam levadas para uma Assocon-Brasil, que vai trabalhar mais intensamente em Brasília. Por enquanto a estrutura de São Paulo fará essa interlocução em Brasília, mas à medida que a entidade for se tornando mais robusta, segundo Andrade, será possível pensar em ter uma estrutura na capital federal. “É um plano de longo prazo, não é algo que vai acontecer no próximo ano, mas deve acontecer ao longo desta gestão, que tem três anos de duração”.

A sede da entidade é hoje uma sala na Sociedade Rural Brasileira, em São Paulo. “A gente imaginou que a interação com outras entidades seria muito salutar, e deu certo, porque antes a gente trabalhava sozinho, e com a união com a SRB e outras entidades, inclusive o Grupo GPB, que é um grupo de produtores, a gente consegue trabalhar numa voz única e levar nossa mensagem para frente. Foi assim com o PL 31, sobre exportação de animais vivos, foi assim na questão do javali e a gente vai fazer o mesmo com outros projetos, trabalhando institucionalmente”.

Quanto ao confinamento em si, Andrade argumenta que o setor não ficou desguarnecido pelo fato de a entidade diversificar os assuntos. Segundo ele, boa parte das ações focam a pecuária intensiva. “A gente está falando de confinamento e semiconfinamento. As tecnologias que a gente quer que sejam aprovadas no Brasil são de uso na pecuária intensiva, os eventos que a gente promove são focados na pecuária intensiva, os números que a gente levanta também, então a ideia não é tentar pegar espaço de nenhuma entidade que já existe e representar nacionalmente, mas é ser bem específico, porém em termos nacionais, sobre pecuária intensiva, o fomento da tecnologia”.

Fonte: Portal DBO

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