Auditores fiscais federais agropecuários fazem força-tarefa para evitar entrada de Peste Suína Africana

A ação de vigilância integrada terá duração de oito meses, com inspeção de 100% de bagagens de passageiros da República Dominicana

Em estado de alerta para evitar que a Peste Suína Africana (PSA), erradicada no Brasil desde a década de 1970, volte a ameaçar o rebanho suíno brasileiro, auditores fiscais federais agropecuários (affas) já foram convocados pelo Ministério da Agricultura, Abastecimento e Pecuária (Mapa) para uma força-tarefa, especialmente nos aeroportos brasileiros.

Isso, porque a doença já foi diagnosticada na República Dominicana, que tem voos com escala nos principais aeroportos do país. A meta é inspecionar 100% das bagagens provenientes daquele país, nos aeroportos de Guarulhos, Galeão, Confins, Porto Alegre e Brasília.

As ações de reforço à vigilância sanitária nos cinco aeroportos estão previstas inicialmente, para durar oito meses.

Nesta quarta-feira (4), reunião por videoconferência com os representantes do Plano Nacional de Sanidade Suídea (PNSS), em cada unidade da federação, atualiza a situação da PSA na República Dominicana para reforçar procedimentos a serem adotados em cada unidade, além de intensificar as atividades de vigilância e prevenção para a PSA, segundo informa Geraldo Marcos de Moraes, diretor do Departamento de Saúde Animal do Mapa.

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A força-tarefa faz parte do PNSS, inclui ainda a vigilância realizada para PSC (Peste Suína Clássica), na zona livre da doença e será ampliada para PSA (Peste Suína Africana) e PRRS (Síndrome Reprodutiva e Respiratória dos Suínos).

Segundo o diretor, serão 30 a 40 affas atuando na gestão do Plano. Cada órgão estadual de sanidade agropecuária já conta com um médico veterinário oficial representante do Plano e responsável pela coordenação estadual da sanidade Suídea.

Os affas têm papel essencial na gestão e coordenação do PNSS, uma vez que cada unidade federativa acompanhará e supervisionará as atividades realizadas pelos órgãos estaduais de Sanidade Agropecuária, conforme preconizado no Plano Integrado de Vigilância, segundo destaca Newton Nascentes Galvão, affa que é médico veterinário, da Divisão de Sanidade dos Suídeos (DISS/CAT/CGSA/DSA/DAS), do Mapa.

Para o Anffa Sindical (Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais Federais Agropecuários) é importante destacar que o número de affas reduziu substancialmente nos últimos dois anos, e que já há, por parte do Vigiagro, registros de sobrecargas de trabalho desses profissionais, situação agravada pela pandemia.

No aeroporto de Guarulhos, maior do país, onde as jornadas extrapolam as 40 horas semanais e geram um banco de horas que dificilmente são convertidos em compensação por horas não trabalhadas, pela falta de affas e o acúmulo de serviço. Conforme relato ao Anffa, são 2.542 affas na ativa, atualmente. Desse total, 313 servidores estão lotados na Vigilância Agropecuária Internacional, contingente 23% menor que o de agosto de 2019.

O Anffa também alerta para Estudo da FGV (Fundação Getúlio Vargas), que estima prejuízo em torno de US﹩ 5,5 bilhões, apenas no primeiro ano do surto, caso essa doença chegue ao país, considerando o número de suínos abatidos.

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A Peste Suína Africana (PSA) é uma doença altamente contagiosa, causada por um vírus que acomete suínos domésticos e asselvajados (javalis e cruzamentos com suínos domésticos).

O Brasil é o quarto maior produtor e exportador mundial de carne suína no mundo, segundo a ABPA (Associação Brasileira de Proteína Animal). Foram 4,43 milhões de toneladas em 2020 – cerca de 4,54% da produção mundial – e exportou 1.024 mil toneladas – 23% da produção nacional, para 97 países.

Fonte: Ascom Anffa Sindical

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