Aurora suspende vendas de frango para a China da unidade de SC

A ação  da empresa que é terceira maior produtora de suínos e aves do Brasil foi voluntária

A cooperativa Aurora Alimentos suspendeu voluntariamente as exportações de carnes de aves para a China de sua unidade de Xaxim (SC) desde 20 de agosto, de acordo com informações publicadas no site da autoridade alfandegária chinesa nesta terça-feira. A empresa, terceira maior produtora de suínos e aves do Brasil, confirmou a decisão de interromper as vendas, mas não forneceu detalhes.

Neste mês, a cidade chinesa de Shenzhen identificou a Aurora como origem de asas de frango que testaram positivo para o novo coronavírus, segundo informação da imprensa local. A planta em questão está identificada pelo seu número de registro no SIF 601. A mesma unidade havia sido bloqueada por Hong Kong no início deste mês, como medida preventiva contra o coronavírus. Procurado, o Ministério da Agricultura não comentou de imediato a autossuspensão da Aurora à unidade.

A China já interrompeu importações de carnes de fábricas de empresas como Marfrig, JBS e BRF no Brasil por preocupações relacionadas ao coronavírus. A Associação Brasileira da Indústria de Proteína Animal (ABPA) ressaltou em nota recente que não há evidências científicas de que o vírus Covid-19 possa ser transmitido por alimentos ou carnes, frescas ou congeladas.

Segundo a ABPA, notícias recentes de uma suposta descoberta do vírus Covid-19 associado a uma asa de aves importadas pela China, cujos detalhes específicos ainda não foram divulgados, resultaram em informações imprecisas sendo escritas sobre a segurança de produtos de aves importados.

Segundo a ABPA, a detecção de material genético pertencente ao vírus Covid-19 não é um índice de infectividade da embalagem ou produto amostrado, mas apenas que a superfície testada entrou em contato com material viral que pode não estar vivo, viável e infeccioso. “Fragmentos inativos do vírus podem permanecer nas superfícies, mas esses fragmentos inativos não podem transmitir Covid-19 e a maioria dos testes não consegue diferenciar entre fragmentos de vírus inativos não infecciosos e vírus viáveis”, afirmou a associação. Fonte: Agência Reuters

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