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Braford: oferta histórica e fatura preservada

Com 4.761 lotes de machos, fêmeas e embriões, raça bate o recorde de produtos vendidos

Por Alisson Freitas

Fruto do cruzamento do Hereford com zebuínos, quase sempre o Nelore, o Braford tem conquistado espaço nos leilões. O grande salto ocorreu em 2015, quando 4.716 lotes foram negociados por R$ 30,5 milhões. Mesmo com o recuo no ano seguinte, a raça se manteve entre as mais vendidas do País. Em 2017, ela volta a se destacar, com recorde de 4.761 exemplares comercializados, alta de 1,5% em relação aos 4.691 lotes de 2016, de acordo com o Banco de Dados da DBO.

O número de remates também foi recorde: 67, seis a mais do que no ano anterior. O faturamento oscilou pouco: R$ 26,3 milhões, ante R$ 26,6 milhões de 2016. Os reprodutores seguem sendo o impulsionador de vendas da raça. Foram negociados 1.827 machos, 3,2% a mais do que no ano anterior. O comércio da categoria movimentou R$ 16,5 milhões, 63% do total arrecadado pelo Braford em 2017. No entanto, o preço médio recuou 3,9%, saindo de R$ 9.436 de 2016 para R$ 9.072.

Se os machos contribuíram com a maior movimentação, as fêmeas lideraram em quantidade. Os 2.904 exemplares vendidos no ano passado alcançaram 61% da oferta total. O preço médio da categoria foi de R$ 3.321. Os resultados foram semelhantes aos 2.896 lotes a R$ 3.372 de 2016.

Assim como em grande parte das raças taurinas e compostas, o comércio de Braford está concentrado no mês outubro, quando tradicionalmente ocorre o pico de vendas do circuito de remates de primavera no Rio Grande do Sul. Foi de lá que saíram as maiores valorizações. Realizado em Camaquã, em 7 de outubro, o Remate Santa Tereza teve a maior média de touros, 30 animais ao preço médio de R$ 19.817. Já a maior média de fêmeas ocorreu no Remate da Estância Bela Vista, que comercializou 25 matrizes pela média de R$ 6.948, em Santana de Livramento, no dia 17 do mesmo mês.

Além de outubro, maio tem se fixado como importante para o calendário da raça. Desde que o selecionador Pedro Monteiro Lopes promoveu o Megaleilão Pitangueira, em 2015, o mês costuma ser usado por criadores para vender animais de produção.

Em maio de 2017, foram vendidos 598 lotes por R$ 2,3 milhões em três remates. No dia 7, em Porto Alegre, RS, o Revolution registrou a maior venda de machos do ano, ao comercializar 112 animais de produção, a R$ 4.879 de média. Já o Onda Cara Branca, da Associação Brasileira de Hereford e Braford (ABHB), liderou o ranking de fêmeas, ao negociar 304 matrizes prenhes a R$ 2.939 de média no dia 16, durante a Exposição Nacional da raça, em Alegrete, RS.

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