Bayer não espera redução das vendas de glifosato

Número de ações relacionadas ao herbicida chegou a oito mil no final de julho deste ano

A Bayer declarou nesta quinta-feira que não espera registrar provisão para possíveis indenizações decorrentes de processos legais envolvendo o glifosato. A companhia reiterou sua convicção de que o herbicida não causa câncer. O CEO global da Bayer, Werner Baumann, disse, em teleconferência com investidores, que a recente decisão de um tribunal na Califórnia que aponta o glifosato como causa para o câncer do jardineiro norte-americano Dewayne Johnson é inconsistente com a pesquisa científica. Ainda segundo ele, o litígio não tem relação com casos futuros.

No dia 10 de agosto, um júri do Tribunal Estadual da Califórnia condenou a Monsanto a pagar indenização de US$ 289 milhões a Dewayne Johnson, após considerar que o glifosato, um componente essencial do herbicida Roundup, comercializado pela companhia, causou seu linfoma não-Hodgkin. No dia 16 de agosto, a Bayer informou o início da integração da Monsanto no grupo alemão após a conclusão da venda de ativos da Bayer para a Basf na área de agricultura. A Bayer já havia se tornado a única proprietária da Monsanto no dia 7 de junho.

O diretor financeiro da Bayer, Wolfgang Nickl, afirmou que a companhia detalhará os custos esperados com defesa legal nos resultados financeiros do segundo trimestre, que serão publicados em 5 de setembro. Conforme Nickl, a empresa não espera nenhum impacto negativo nas vendas por causa das ações judiciais, já que a demanda por produtos a base de glifosato continua aquecida.

De acordo com dados divulgados pela companhia, o número de ações relacionadas ao glifosato aumentou de 5,2 mil reportados pela Monsanto em abril para 8 mil no fim de julho. A Bayer disse que o número de casos não é uma indicação de sua probabilidade de sucesso.

“Estamos comprometidos em defender vigorosamente esses produtos (a base de glifosato)”, disse Baumann quando questionado se a empresa consideraria acordos para alguns processos, particularmente aqueles realizados em jurisdições desfavoráveis.

Baumann salientou ainda que a ação sobre o glifosato no Brasil não está relacionada ao litígio nos EUA. No dia 3 de agosto, a Justiça Federal no Distrito Federal suspendeu o registro de produtos à base do ativo a partir de 3 de setembro até que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) conclua reavaliação toxicológica.

O ministro da Agricultura, Blairo Maggi, reafirmou nesta quinta-feira que a Advocacia-Geral da União (AGU) recorreu da decisão e ressaltou que, se não houver êxito para o setor agrícola na esfera do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), o próximo passo é recorrer ao Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Fonte: ESTADÃO CONTEÚDO.

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