Bayer reverte lucro líquido em prejuízo de US$ 11,23 bilhões no 2º trimestre deste ano

Vendas da companhia recuaram 6,2%, a 10,05 bilhões de euros, em comparação com os 10,71 bilhões de euros alcançado no segundo trimestre do ano passado
Foto: Divulgação

A Bayer obteve prejuízo líquido de 9,55 bilhões de euros (US$ 11,23 bilhões) no segundo trimestre deste ano, informou a companhia na manhã desta terça-feira (04/08). Com o resultado, a Bayer reverteu o lucro líquido de 404 milhões de euros reportado em igual período do ano passado.

Já o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado aumentou 5,6%, de 2,73 bilhões de euros no segundo trimestre de 2019 para 2,88 bilhões de euros.

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As vendas da companhia recuaram 6,2%, a 10,05 bilhões de euros, em comparação com 10,71 bilhões de euros no segundo trimestre do ano anterior. A Bayer disse que os resultados incluem custos de indenização envolvendo os litígios relacionados ao glifosato e ao dicamba, assim como provisões para outros litígios.

No fim de junho, a companhia anunciou um acordo coletivo com pagamento de até US$ 11,3 bilhões para encerrar ações envolvendo os herbicidas. A companhia afirmou que seus resultados também foram afetados por reflexos relacionados à pandemia da Covid-19.

O desempenho da fabricante de produtos farmacêuticos e agroquímicos veio dentro do esperado pelo mercado quanto ao lucro que vinha em declínio contínuo.

Já em relação ao faturamento, a queda nas vendas interrompeu um ciclo de cinco trimestres consecutivos de alta. Analistas consultados pela Vara Research estimavam Ebitda ajustado de 2,74 bilhões de euros e vendas de 10,40 bilhões de euros.

Quanto à receita, o maior recuo, de 16,7%, foi observado na divisão de atendimento ao consumidor. A divisão de produtos farmacêuticos, que representa cerca de 40% de suas vendas, obteve receita 9,7% menor, em virtude, segundo a companhia, do adiamento de tratamentos eletivos por causa da pandemia da Covid-19.

Por região, a maior queda de vendas foi observada na região Europa/Oriente Médio/África, de 11,3%, seguida pela América Latina, com redução de 6,4%.

Na Divisão Crop Science, que inclui produtos agrícolas, a receita de vendas da empresa aumentou 0,3% para 4,8 bilhões de euros, em relação aos 4,78 bilhões de euros reportados no segundo trimestre do ano anterior.

O maior crescimento foi observado na região Ásia/Pacífico com lata de 7,9% nas vendas. Em volume, as vendas da divisão cresceram 3,5%. Por produto, as vendas de sementes de soja registraram maior incremento de 10,6% na comparação anual entre os segundos trimestres com aumento da área plantada com a oleaginosa na América do Norte.

A Bayer afirmou que as incertezas relacionadas à crise do coronavírus levaram a mudanças na demanda em algumas regiões e grupos de produtos, com efeitos negativos provavelmente devendo refletir ainda mais no segundo semestre deste ano. O Ebitda ajustado do segmento foi 28,4% superior ao apresentado em igual período de 2019, em 1,36 bilhão de euros.

A multinacional alemã disse que o acordo relacionado aos processos judiciais envolvendo o Roundup, herbicida à base de glifosato, resolveria aproximadamente 75% do litígio que tem cerca de 125 mil demandantes. O produto químico era produzido pela Monsanto, que a Bayer adquiriu em 2018 por US$ 63 bilhões.

No comunicado divulgado nesta terça, a companhia afirmou também que está considerando as suas opções legais, incluindo um apelo ao Supremo Tribunal da Califórnia, em um caso já julgado do jardineiro Dewayne Johnson e que deve pagar cerca de US$ 30,7 milhões em indenizações.

Para o acumulado do ano fiscal de 2020, a Bayer revisou para baixo as perspectivas financeiras. A empresa espera que as vendas sem as operações descontinuadas totalizem entre 43 bilhões de euros e 44 bilhões de euros, de estabilidade a alta de 1%. Antes, a Bayer esperava crescimento de 3% a 4% nas vendas.

O Ebitda ajustado, estima a companhia, deve ficar em 12,1 bilhões de euros, ante previsão anterior entre 12,3 bilhões de euros e 12,6 bilhões de euros. A empresa informou que a revisão leva os reflexos da pandemia da covid-19 sobre as vendas da divisão farmacêutica.

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