Boi continua escasso, mas frigorífico testa arroba abaixo de R$ 280 em São Paulo

Nesta segunda-feira, negócios com boiada ocorrem a conta-gotas, com indústria avaliando mercado doméstico

O mercado físico do boi gordo abriu a semana com novos ajustes negativos nos preços da arroba, reflexo da fraca procura por parte dos compradores, segundo informa a IHS Markit nesta segunda-feira (30/11). “As indústrias frigoríficas continuam cautelosas nos seus processos de compra de gado, tanto pela inconsistência das vendas de carne bovina até aqui (mercado doméstico), como também para avaliar melhor as perspectivas de oferta e demanda para os próximos dias”, relata a consultoria.

Segundo a Agrifatto, com o atacado caminhando de forma lenta e travada, os frigoríficos continuaram a pressionar os pecuaristas, oferecendo preços abaixo dos R$ 280/@ em São Paulo. “A paralisação nas compras e as férias coletivas continuam a dar espaço para que a pressão negativa vingue sobre os preços do boi gordo”, informa a consultoria.

Na avaliação da IHS, os frigoríficos temem um estreitamento ainda maior de suas margens operacionais diante de possibilidade de novas quedas nos preços da proteína bovina no mercado atacadista. Mesmo depois das baixas nas cotações dos cortes bovinos, o fluxo de venda da carne bovina ainda se mostra abaixo das expectativas, acrescenta a consultoria. “A maior concorrência de outras proteínas também neutraliza a possibilidade de preços firmes no momento”, avalia a IHS, acrescentando que, nos próximos dias, o comportamento das vendas entre atacado e varejo será decisivo para um melhor direcionamento dos preços da arroba no mercado físico.

Pelo lado da oferta de boiadas, o cenário não apresenta grandes mudanças, visto que a disponibilidade de gado segue bastante escassa, o que impossibilita movimentos de baixa mais intensos sobre os preços da arroba.

Nesta segunda-feira, entre as praças pecuárias do Centro-Sul do Brasil, foi registrado nova rodada de variações negativas nos Estados de São Paulo, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais e Paraná, segundo apuração a IHS Markit (veja os preços de machos e fêmeas nas principais regiões pecuárias ao final deste texto). “Os negócios envolvem pequenos carregamentos, mas que permitem atender a demanda vigente”, observa a consultoria. Também foram registradas quedas nas praças do Norte do País.

Em relação ao atacado, o mercado ainda espera uma melhor resposta da demanda doméstica pela carne bovina nesta etapa final do ano para destravar um pouco as negociações e boiada gorda e gerar algum suporte aos preços entre os principais elos da cadeia, relata a IHS. Além do período final do ano se caracterizar pelo maior consumo de carnes, o setor também dispõe da firme demanda externa, fator que pode promover suporte adicional aos preços do boi gordo, acrescenta a consultoria. “Mesmo assim, a fragilidade dos preços das carnes concorrentes acende o sinal de alerta”, relata a IHS.

Segundo a consultoria Agrifatto, o início do mês de dezembro traz esperanças para o atacadista, “visto que o recebimento de salários e décimo terceiro pode auxiliar no fluxo de saída da carne bovina, dando um respiro para as cotações da carcaça casada”.

Confira as cotações desta segunda-feira, 30 de novembro, segundo dados da IHS Markit:

SP-Noroeste:

boi a R$ 280/@ (prazo)
vaca a R$ 258/@ (prazo)

MS-Dourados:

boi a R$ 265/@ (à vista)
vaca a R$ 253/@ (à vista)

MS-C. Grande:

boi a R$ 266/@ (prazo)
vaca a R$ 254/@  (prazo)

MS-Três Lagoas:

boi a R$ 264/@ (prazo)
vaca a R$ 251/@ (prazo)

MT-Cáceres:

boi a R$ 261/@ (prazo)
vaca a R$ [email protected] (prazo)

MT-Tangará:

boi a R$ [email protected] (prazo)
vaca a R$ 252/@ (prazo)

MT-B. Garças:

boi a R$ 262/@ (prazo)
vaca a R$ 250/@ (prazo)

MT-Cuiabá:

boi a R$ 261/@ (à vista)
vaca a R$ 251/@ (à vista)

MT-Colíder:

boi a R$ 258/@ (à vista)
vaca a R$ 249/@ (à vista)

GO-Goiânia:

boi a R$ 266/@ (prazo)
vaca R$ 256/@  (prazo)

GO-Sul:

boi a R$ 266/@ (prazo)
vaca a R$ 258/@ (prazo)

PR-Maringá:

boi a R$ 275/@ (à vista)
vaca a R$ 256/@  (à vista)

MG-Triângulo:

boi a R$ [email protected] (prazo)
vaca a R$ 256/@ (prazo)

MG-B.H.:

boi a R$ 276/@ (prazo)
vaca a R$ 261/@ (prazo)

BA-F. Santana:

boi a R$ 266/@ (à vista)
vaca a R$ 256/@ (à vista)

RS-Porto Alegre:

boi a R$ 261/@ (à vista)
vaca a R$ 243/@ (à vista)

RS-Fronteira:

boi a R$ 261/@ (à vista)
vaca a R$ 243/@ (à vista)

PA-Marabá:

boi a R$ 266/@ (prazo)
vaca a R$ 261/@ (prazo)

PA-Redenção:

boi a R$ [email protected] (prazo)
vaca a R$ 263/@ (prazo)

PA-Paragominas:

boi a R$ 271/@ (prazo)
vaca a R$ 263/@ (prazo)

TO-Araguaína:

boi a R$ 266/@ (prazo)
vaca a R$ [email protected] (prazo)

TO-Gurupi:

boi a R$ 264/@ (à vista)
vaca a R$ 254/@ (à vista)

RO-Cacoal:

boi a R$ [email protected] (à vista)
vaca a R$ 241/@ (à vista)

RJ-Campos:

boi a R$ 273/@ (prazo)
vaca a R$ 263/@ (prazo)

MA-Açailândia:

boi a R$ 270/@ (à vista)
vaca a R$ 256/@ (à vista)

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Sou pecuarista e esse frigorífico é meu

Leia a Revista DBO que encerra o ano de 2020. Ela conta a mais nova façanha da Cooperaliança, a primeira cooperativa a verticalizar a cadeia da carne bovina, além de trazer outras 25 reportagens e artigos.

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