Boi gordo: arroba segue firme, com avanços modestos em algumas praças pecuárias do País

Em SP, macho terminado tem alta diária de R$ 1/@, para R$ 316/@, enquanto vaca e novilha terminadas sobem R$ 5/@ e R$ 3/@, alcançando R$ 295/@ e R$ 305/@, respectivamente, segundo a Scot Consultoria

A intensificação na busca por matéria-prima por parte das indústrias frigoríficas e, ao mesmo tempo, a enorme escassez de oferta de gado resultaram em avanço diário de R$ 1/@ para o boi gordo, de R$ 5/@ para a vaca gorda e de R$ 3/@ para a novilha gorda, informa a Scot Consultoria, referindo-se aos negócios realizados nesta quarta-feira, 25 de novembro, nas praças de São Paulo.

Dessa maneira, o boi, a vaca e a novilha gordos estão cotados em R$ 316/@, R$ 295/@ e R$ 305/@, respectivamente (preços brutos e a prazo), segundo a Scot.

De acordo com apuração da IHS Markit, as indústrias frigoríficas brasileiras estão com escalas de abate preenchidas até meados da próxima semana, o que resulta, de maneira geral, em maior cautela dos compradores nesses três primeiros dias da semana.

“A ponta compradora passa a aguardar uma resposta mais consistente das vendas de carne bovina para retomar as aquisições de boiadas”, esclarece a consultoria.

Apesar da menor liquidez, os preços da arroba seguem firmes, efeito da oferta restrita de animais prontos para abate, ressalta a IHS.

Neste momento, dizem os analistas, as expectativas do setor pecuário se voltam para a virada de mês, quando entra dinheiro dos salários na conta dos trabalhadores, o que pode puxa a demanda pela carne bovina no mercado doméstico.

O setor também acompanha de perto o desenrolar das negociações entre os governos do Brasil e da China em relação à retomada das exportações de carne bovina ao país asiático.

De certa forma, o mercado passou a trabalhar com a possibilidade de um retorno mais rápido dos embarques ao mercado chinês, já que recentemente o Pequim permitiu a liberação das importações de carne bovina brasileira certificada antes de 4 de setembro, data inicial do embargo.

Do lado de dentro das porteiras, os pecuaristas também seguem barganhando preços mais altos por ofertas de animais remanescentes de seus confinamentos, sob a alegação de prejuízos acarretados pelas quedas nos preços da arroba nos meses anteriores, além dos avanços nos custos de engorda (sobretudo do milho).

“As efetivações de negócios envolvem lotes pequenos, já que não há grandes ofertas para oferecer”, destaca a IHS.

O gado que está presente no pasto ainda está em processo de terminação e só devem surgir no mercado a partir de fevereiro de 2022, prevê a consultoria.

Giro pelas praças – Entre as principais regiões pecuárias do Brasil, as altas ocorreram de maneira mais pontual nesta quinta-feira, de acordo com o levantamento da IHS Markit.

No Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, as indústrias pagaram mais pela arroba para garantir o preenchimento das escalas de abate ao menos até meados da próxima semana.

Em Goiás e Minas Gerais, o cenário também foi de novas altas na arroba, dependendo do tamanho do lote e da qualidade dos animais.

Na Bahia, a indústria elevou o preço para concluir as suas escalas de novembro.

Em Rondônia, a dificuldade de compra mantém o mercado firme e especulado.

Nas demais praças, o cenário segue firme diante da baixa oferta de boiada gorda. 

Na bolsa B3, a sessão passada foi de ajustes negativos nos preços dos contratos futuros do boi gordo, efeito de realização de lucro e ajustes de carteiras.

“Agentes do mercado passam a aguardar por mais novidades em relação ao consumo doméstico e às exportações brasileiras da carne”, ressalta a IHS.

 

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Cepea: arroba do boi gordo supera em novembro preços da carne bovina no atacado

 

No atacado, os preços dos principais cortes bovinos seguiram estabilizados nesta quinta-feira, sustentados pela oferta bem ajustada à demanda vigente, observa a consultoria.

Como os abates de boiada gorda continuam muito limitados, a produção também está apertada, analisa a IHS.

“Embora as vendas de cortes bovinos tenham diminuído, o fluxo regular foi suficiente para garantir suporte à firmeza dos preços da carne bovina”, enfatiza a IHS.

Cotações máximas desta quinta-feira, 25 de novembro, segundo dados da IHS Markit:

SP-Noroeste:

boi a R$ 320/@ (prazo)
vaca a R$ 305/@ (prazo)

MS-Dourados:

boi a R$ 310/@ (à vista)
vaca a R$ 286/@ (à vista)

MS-C.Grande:

boi a R$ 305/@ (prazo)
vaca a R$ 291/@ (prazo)

MS-Três Lagoas:

boi a R$ 307/@ (prazo)
vaca a R$ 288/@ (prazo)

MT-Cáceres:

boi a R$ 298/@ (prazo)
vaca a R$ 289/@ (prazo)

MT-Tangará:

boi a R$ 294/@ (prazo)
vaca a R$ 288/@ (prazo)

MT-B. Garças:

boi a R$ 299/@ (prazo)
vaca a R$ 288/@ (prazo)

MT-Cuiabá:

boi a R$ 300/@ (à vista)
vaca a R$ 286/@ (à vista)

MT-Colíder:

boi a R$ 296/@ (à vista)
vaca a R$ 286/@ (à vista)

GO-Goiânia:

boi a R$ 310/@ (prazo)
vaca R$ 296/@ (prazo)

GO-Sul:

boi a R$ 315/@ (prazo)
vaca a R$ 293/@ (prazo)

PR-Maringá:

boi a R$ 310/@ (à vista)
vaca a R$ 291/@ (à vista)

MG-Triângulo:

boi a R$ 320/@ (prazo)
vaca a R$ 300/@ (prazo)

MG-B.H.:

boi a R$ 315/@ (prazo)
vaca a R$ 298/@ (prazo)

BA-F. Santana:

boi a R$ 303/@ (à vista)
vaca a R$ 294/@ (à vista)

RS-Porto Alegre:

boi a R$ 315/@ (à vista)
vaca a R$ 297/@ (à vista)

RS-Fronteira:

boi a R$ 315/@ (à vista)
vaca a R$ 297/@ (à vista)

PA-Marabá:

boi a R$ 293/@ (prazo)
vaca a R$ 286/@ (prazo)

PA-Redenção:

boi a R$ 291/@ (prazo)
vaca a R$ 286/@ (prazo)

PA-Paragominas:

boi a R$ 289/@ (prazo)
vaca a R$ 285/@ (prazo)

TO-Araguaína:

boi a R$ 298/@ (prazo)
vaca a R$ 288/@ (prazo)

TO-Gurupi:

boi a R$ 2896/@ (à vista)
vaca a R$ 286/@ (à vista)

RO-Cacoal:

boi a R$ 292/@ (à vista)
vaca a R$ 281/@ (à vista)

RJ-Campos:

boi a R$300/@ (prazo)
vaca a R$ 286/@ (prazo)

MA-Açailândia:

boi a R$ 286/@ (à vista)
vaca a R$ 266/@ (à vista)

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