Boi gordo: cotações seguem firmes na 3ª semana de janeiro, sustentadas pelo bom ritmo das exportações

Nas praças do interior de SP, negócios com boi-China recebem premiação de R$ 10/@ a R$ 15/@, enquanto animais destinados ao mercado interno são vendidos a R$ 337/@, a prazo, segundo dados da Scot Consultoria

No mercado brasileiro do boi gordo, a semana termina com poucas alterações de preços em todo território nacional.

Após a alavancada na primeira semana de janeiro, as cotações do boi gordo vêm andando de lado nos últimos dias, informa nesta sexta-feira, 21 de janeiro, a Scot Consultoria.

Em São Paulo, o preço do boi gordo que atende ao mercado interno está estável desde 12 de janeiro/22, valendo R$ 337/@ (valor bruto e a prazo), segundo os dados da Scot.

Por sua vez, o ágio para bovinos com destino à exportação está entre R$ 10/@ a R$ 15, oscilando entre R$ 345/@ e R$ 350/@.

A referência de mercado paulista para a vaca está em R$ 306/@, enquanto a novilha pronta para abate é negociada em R$ 325/@ (preços brutos e a prazo).

Segundo a IHS Markit, a oferta de boiada gorda continua bastante escassa em todas as praças pecuárias.

Mesmo assim, diz a consultoria, o volume de negócios registrados nas últimas semanas ainda foi suficiente para fazer com que as unidades frigoríficas avançassem com as suas escalas de abate.

Muitas indústrias aproveitaram o crescimento de oferta de fêmeas de descarte, após o fim da estação de monta nas fazendas de cria, para recompor as suas programações de abate.

Do lado de dentro das porteiras, os pecuaristas cadenciam o ritmo das negociações, favorecidos pelas boas condições das pastagens.

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Na avaliação dos analistas, além da oferta enxuta de animais terminados, o bom ritmo das exportações brasileiras de carne bovina ajuda a sustentar os preços nos atuais patamares, limitando pressões baixistas de maior intensidade.

“Com o consumo doméstico ainda fraco e o menor apetite de aquisição por parte do atacado, a operações das indústrias seguem voltadas para o mercado externo”, ressalta a IHS.

Com a reabertura do mercado da China, a partir de meados de dezembro, e a taxa de câmbio altamente favorável, as exportações brasileiras de carne bovina ganharam força nos primeiros dez dias úteis de 2022.

No entanto, as recentes valorizações do real frente ao dólar podem reduzir a competividade das indústrias exportadoras no mercado internacional da carne bovina, afirmam os analistas.

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Além da maior procura por boiada “padrão-China” (animais abatidos mais jovens, antes dos 30 meses de idade), outros grandes mercados consumidores têm buscando no Brasil ofertas da proteína, como é o caso dos EUA, país que aparece neste mês como o principal destino da carne bovina brasileira.

No acumulado das duas primeiras semanas de janeiro, os embarques de carne bovina in natura alcançaram 72,09 mil toneladas,  o equivalente a uma exportação média diária de 7,2 mil toneladas, avanço de 30,5% sobre a média diária de dezembro de 2021 e, volume 34,2% acima da média diária de janeiro/21.

“Caso o ritmo atual dos embarques se mantenha, o País deverá exportar cerca de 150 mil toneladas em janeiro, um novo recorde para o mês”, observa a IHS.

Em janeiro de 2021, o Brasil havia exportado 107,33 mil toneladas de carne bovina in natura.

Atacado segue lento – No mercado doméstico, o ritmo das vendas de carne bovina continua lento.

A chegada da segunda quinzena de mês costuma exercer pressão negativa sobre os preços dos cortes de carnes, em função da maior dificuldade no escoamento, decorrente do baixo poder aquisitivo da população.

Nesta sexta-feira, informa a IHS Markit, ocorreram variações negativas nos preços do dianteiro e da vaca casada, em São Paulo, ambos com queda diária de R$ 0,50/kg

No entanto, não há relatos de formação de grandes excedentes nas câmaras frias das indústrias frigoríficas, o que neutraliza movimentos mais intensos de baixa nos preços dos cortes bovinos.

O menor ritmo dos abates diários, associado ao firme ritmo das exportações, tem ajudado a equalizar os estoques internos, observa a IHS Markit.

Cotações máximas desta sexta-feira, 21 de janeiro, segundo dados da IHS Markit:

SP-Noroeste:

boi a R$ 340/@ (prazo)
vaca a R$ 310/@ (prazo)

MS-Dourados:

boi a R$ 315/@ (à vista)
vaca a R$ 300/@ (à vista)

MS-C.Grande:

boi a R$ 317/@ (prazo)
vaca a R$ 305/@ (prazo)

MS-Três Lagoas:

boi a R$ 317/@ (prazo)
vaca a R$ 305/@ (prazo)

MT-Cáceres:

boi a R$ 315/@ (prazo)
vaca a R$ 300/@ (prazo)

MT-Tangará:

boi a R$ 315/@ (prazo)
vaca a R$ 300/@ (prazo)

MT-B. Garças:

boi a R$ 320/@ (prazo)
vaca a R$ 302/@ (prazo)

MT-Cuiabá:

boi a R$ 318/@ (à vista)
vaca a R$ 300/@ (à vista)

MT-Colíder:

boi a R$ 313/@ (à vista)
vaca a R$ 300/@ (à vista)

GO-Goiânia:

boi a R$ 320/@ (prazo)
vaca R$ 310/@ (prazo)

GO-Sul:

boi a R$ 320/@ (prazo)
vaca a R$ 310/@ (prazo)

PR-Maringá:

boi a R$ 315/@ (à vista)
vaca a R$ 291/@ (à vista)

MG-Triângulo:

boi a R$ 330/@ (prazo)
vaca a R$ 310/@ (prazo)

MG-B.H.:

boi a R$ 330/@ (prazo)
vaca a R$ 310/@ (prazo)

BA-F. Santana:

boi a R$ 315/@ (à vista)
vaca a R$ 305/@ (à vista)

RS-Porto Alegre:

boi a R$ 340/@ (à vista)
vaca a R$ 320/@ (à vista)

RS-Fronteira:

boi a R$ 340/@ (à vista)
vaca a R$ 320/@ (à vista)

PA-Marabá:

boi a R$ 293/@ (prazo)
vaca a R$ 288/@ (prazo)

PA-Redenção:

boi a R$ 293/@ (prazo)
vaca a R$ 288/@ (prazo)

PA-Paragominas:

boi a R$ 294/@ (prazo)
vaca a R$ 286/@ (prazo)

TO-Araguaína:

boi a R$ 296/@ (prazo)
vaca a R$ 285/@ (prazo)

TO-Gurupi:

boi a R$ 296/@ (à vista)
vaca a R$ 286/@ (à vista)

RO-Cacoal:

boi a R$ 296/@ (à vista)
vaca a R$ 286/@ (à vista)

RJ-Campos:

boi a R$ 315/@ (prazo)
vaca a R$ 296/@ (prazo)

MA-Açailândia:

boi a R$ 296/@ (à vista)
vaca a R$ 275/@ (à vista)

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