Boi gordo: frigoríficos pressionam valor da arroba, mas quedas ainda são pontuais, apontam analistas

De acordo com a Scot Consultoria, em São Paulo, após dois dias seguidos de baixa, os preços do boi gordo e demais categorias prontas para abate (vaca e novilha) ficaram estáveis; confira as cotações

Nesta quinta-feira, 12 de maio, os frigoríficos brasileiros continuaram a pressionar os preços do boi gordo nas principais praças brasileiras

No entanto, apenas algumas regiões registraram quedas nas cotações dos animais terminados, o que mostra que as indústrias têm certa dificuldade em reduzir o valor da arroba, informam as consultorias que acompanham diariamente o setor pecuário.

Segundo apurou a Scot Consultoria, em São Paulo, após dois dias seguidos de baixa, os preços do boi gordo e demais categorias prontas para abate (vaca e novilha) ficaram estáveis, refletindo o avanço nas escalas de abate, já programadas para a semana seguinte.

“Os frigoríficos abriram o dia com menor ímpeto comprador”, destaca a Scot, acrescentando que as “ofertas de compra com preços abaixo da referência foram relatados, mas com poucos negócios”.

Com isso, a cotação para o boi gordo segue em R$ 312/@ no mercado paulista, enquanto a vaca gorda e novilha gorda são negociadas a R$ 278/@ e R$ 307/@, respectivamente (valores brutos e a prazo).

De acordo com os analistas da IHS Markit, entre as principais regiões pecuárias brasileiras, o mercado do boi registra comportamentos distintos.

Em Paragominas, no Norte do País, as chuvas ainda não cessaram e o forte volume de precipitações tem prejudicado as operações logísticas e o embarque de animais, forçando os frigoríficos locais a buscar animais terminados em praças mais ao sul do Estado do Pará.

No Maranhão, região Nordeste, muitos pecuaristas estão liquidando lotes de boiadas gordas com o início do período de estiagem e, consequentemente, os primeiros sinais de perda de volume de massa verde, relata a IHS.

Na região Sudeste (sobretudo nas praças pecuárias paulistas) e também em algumas regiões do Centro-Oeste, as indústrias exportadoras seguem cadenciando o ritmo de compra de gado gordo, devido às conturbadas relações comerciais com a China, principal parceiro comercial do Brasil.

Segundo a IHS, os frigoríficos brasileiros seguem preocupados com as suspensões temporárias envolvendo algumas unidades de abate, além das severas medidas de isolamento social impostas pelo governo chinês, devido ao retorno das contaminações por Covid-19.

“Em alguns casos, indústrias frigoríficas relataram a estratégia de não estender muito as programações de abate, temendo a formação de estoques excessivos de carne bovina nas câmaras frias devido aos embargos por parte dos importadores chineses”, relata a IHS.

As novas medidas chinesas de restrição ocasionaram sérios problemas logísticos, afetando as operações de embarque e desembarque no porto de Xangai, o maior canal de entrada da carne bovina (entre outras mercadorias) importada pelo país.

“As indústrias brasileiras que operam com maior parte de volume para atender o mercado da China atuam de forma limitada, visando mitigar maiores riscos operacionais”, reforça a IHS Markit.

Paralelamente, com o fim da época das águas e chegada do período mais seco do ano, muitos pecuaristas brasileiros que estavam represado os seus lotes de animais gordos começam a liquidar os estoques, dizem os analistas.

“Tais fatores abriram espaço para alguns ajustes negativos nos preços do boi gordo durante a semana”, relata a IHS.

No mercado atacadista, os preços dos principais cortes bovinos recuaram nesta semana, informa a IHS, refletindo, entre outros fatores, a queda nas cotações das proteínas concorrentes (carne suína e frango).

Cotações máximas de machos e fêmeas desta quinta-feira, 12 de maio
(Fonte: IHS Markit)

SP-Noroeste:

boi a R$ 320/@ (prazo)
vaca a R$ 280/@ (prazo)

MS-Dourados:

boi a R$ 296/@ (à vista)
vaca a R$ 271/@ (à vista)

MS-C.Grande:

boi a R$ 300/@ (prazo)
vaca a R$ 273/@ (prazo)

MS-Três Lagoas:

boi a R$ 293/@ (prazo)
vaca a R$ 271/@ (prazo)

MT-Cáceres:

boi a R$ 286/@ (prazo)
vaca a R$ 270/@ (prazo)

MT-Tangará:

boi a R$ 286/@ (prazo)
vaca a R$ 270/@ (prazo)

MT-B. Garças:

boi a R$ 282/@ (prazo)
vaca a R$ 272/@ (prazo)

MT-Cuiabá:

boi a R$ 285/@ (à vista)
vaca a R$ 274/@ (à vista)

MT-Colíder:

boi a R$ 281/@ (à vista)
vaca a R$ 268/@ (à vista)

GO-Goiânia:

boi a R$ 293/@ (prazo)
vaca R$ 271/@ (prazo)

GO-Sul:

boi a R$ 291/@ (prazo)
vaca a R$ 271/@ (prazo)

PR-Maringá:

boi a R$ 305/@ (à vista)
vaca a R$ 280/@ (à vista)

MG-Triângulo:

boi a R$ 296/@ (prazo)
vaca a R$ 266/@ (prazo)

MG-B.H.:

boi a R$ 283/@ (prazo)
vaca a R$ 265/@ (prazo)

BA-F. Santana:

boi a R$ 280/@ (à vista)
vaca a R$ 270/@ (à vista)

RS-Porto Alegre:

boi a R$ 335/@ (à vista)
vaca a R$ 305/@ (à vista)

RS-Fronteira:

boi a R$ 335/@ (à vista)
vaca a R$ 305/@ (à vista)

PA-Marabá:

boi a R$ 281/@ (prazo)
vaca a R$ 270/@ (prazo)

PA-Redenção:

boi a R$ 280/@ (prazo)
vaca a R$ 270/@ (prazo)

PA-Paragominas:

boi a R$ 290/@ (prazo)
vaca a R$ 280/@ (prazo)

TO-Araguaína:

boi a R$ 281/@ (prazo)
vaca a R$ 263/@ (prazo)

TO-Gurupi:

boi a R$ 276/@ (à vista)
vaca a R$ 262/@ (à vista)

RO-Cacoal:

boi a R$ 265/@ (à vista)
vaca a R$ 253/@ (à vista)

RJ-Campos:

boi a R$ 286/@ (prazo)
vaca a R$ 276/@ (prazo)

MA-Açailândia:

boi a R$ 275/@ (à vista)
vaca a R$ 260/@ (à vista)

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