Boi gordo: pressão de baixa dos frigoríficos surte efeito e arroba recua em algumas importantes praças do País

As dificuldades operacionais enfrentadas pelas indústrias - oferta enxuta de animais terminados, preços recordes da arroba e demanda doméstica fraca - acenderam o sinal de alerta no setor, relata a IHS Markit

Nesta quinta-feira, 27 de janeiro, a liquidez de negócios ainda evoluiu a passos lentos no mercado brasileiro do boi gordo, repercutindo negativamente na formação dos preços da arroba em algumas regiões pecuárias do Brasil, informa a IHS Markit.

“As indústrias já não manifestam tanto interesse nas aquisições de gado gordo, preocupadas com a inconsistência do mercado atacadista de carne bovina”, relata a consultoria.

Diante da fraqueza do consumo interno da proteína, a queda de braço entre as duas pontas (pecuaristas versus frigoríficos) se acentuou e a especulação baixista voltou a assombrar o mercado do boi.

“As dificuldades operacionais enfrentadas pelas indústrias (oferta enxuta de animais terminados, preços recordes da arroba e demanda doméstica fraca) acenderam o sinal de alerta no setor”, ressaltam os analistas da IHS.

Segundo a consultoria, os repasses de custos aos preços finais da carne bovina encontram dificuldades diante do frágil fluxo no escoamento da produção associado aos baixos preços das proteínas concorrentes (frango e suínos).

“Mesmo com surpreendente volume de embarques de carne bovina ao exterior neste começo de 2022, o consumo doméstico segue insuficiente para absorver a produção vigente”, observa a IHS.

Cresce a possibilidade de paralização temporária das atividades (com férias coletivas aos funcionários) de algumas unidades de abate, já que muitas delas já estão com capacidade ociosa elevadas, relatam os analistas da IHS.

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Quedas de preço – No interior paulista, as máximas são geradas pelo boi padrão China, negociado por até R$ 350/@ (valor bruto).

Porém, revela a IHS MarKit, os preços de balcão para animais com foco interno variam entre R$ 330/@ a R$ 340/@ (valores brutos, no prazo), no mercado paulista.

Pelos dados levantados pela Scot Consultoria, em São Paulo, já são fechados negócios a preços menores para animais direcionados ao mercado interno.

As escalas de abate das indústrias paulistas estão confortáveis, atendendo, em média, 8 dias.

Dessa maneira, informa a Scot, Com isso, o boi gordo está sendo negociado em R$ 337/@, a vaca gorda em R$ 303/@ e a novilha gorda em R$ 325/@ (preços brutos e a prazo).

Nas praças do Mato Grosso, Goiás e de Minas Gerais, há relatos de negócios com foco no boi-China (abatido mais jovem, com idade até 30 meses), tendo prêmios de até R$10/@.

“Mas quando se visa operações no mercado doméstico, a sinalização muda completamente”, relata a IHS.

Nas praças das regiões Norte e Nordeste do país, boa parte das plantas frigoríficas relataram não possuírem muita dificuldade em avançar com suas escalas de abate, preenchidas até o dia 5 de fevereiro, final da primeira semana do próximo mês, em média.

“Com a trégua nos excedentes hídricos e logística mais favorável, a oferta de boiada deu sinais de melhora nas regiões Norte e Nordeste, o que possibilitou alguns negócios a valores mais baixos”, informa a IHS.

Os frigoríficos locais também estão preocupados com o lento ritmo das vendas no atacado e devem continuar testando preços mais baixos, acrescenta a consultoria.

Na B3, a firmeza dos preços futuros da arroba bovina vem sendo mais repercutida nas posições mais longas, relata a IHS.

Porém, a liquidez no mercado futuro também é baixa.

No atacado, as vendas de carne bovina seguem evoluindo de forma irregular, porém os preços se mantêm acomodados.

O consumo frágil trava novos negócios, observa a IHS.

Além disso, o alto preço no varejo condiciona o consumo para proteínas substitutas, como aves e suínos, com preços mais baixos.

Cotações máximas desta quinta-feira, 27 de janeiro, segundo dados da IHS Markit:

SP-Noroeste:

boi a R$ 340/@ (prazo)
vaca a R$ 305/@ (prazo)

MS-Dourados:

boi a R$ 315/@ (à vista)
vaca a R$ 300/@ (à vista)

MS-C.Grande:

boi a R$ 315/@ (prazo)
vaca a R$ 300/@ (prazo)

MS-Três Lagoas:

boi a R$ 317/@ (prazo)
vaca a R$ 305/@ (prazo)

MT-Cáceres:

boi a R$ 315/@ (prazo)
vaca a R$ 300/@ (prazo)

MT-Tangará:

boi a R$ 315/@ (prazo)
vaca a R$ 300/@ (prazo)

MT-B. Garças:

boi a R$ 317/@ (prazo)
vaca a R$ 302/@ (prazo)

MT-Cuiabá:

boi a R$ 315/@ (à vista)
vaca a R$ 300/@ (à vista)

MT-Colíder:

boi a R$ 313/@ (à vista)
vaca a R$ 300/@ (à vista)

GO-Goiânia:

boi a R$ 320/@ (prazo)
vaca R$ 307/@ (prazo)

GO-Sul:

boi a R$ 320/@ (prazo)
vaca a R$ 305/@ (prazo)

PR-Maringá:

boi a R$ 310/@ (à vista)
vaca a R$ 290/@ (à vista)

MG-Triângulo:

boi a R$ 328/@ (prazo)
vaca a R$ 305/@ (prazo)

MG-B.H.:

boi a R$ 322/@ (prazo)
vaca a R$ 307/@ (prazo)

BA-F. Santana:

boi a R$ 310/@ (à vista)
vaca a R$ 300/@ (à vista)

RS-Porto Alegre:

boi a R$ 330/@ (à vista)
vaca a R$ 315/@ (à vista)

RS-Fronteira:

boi a R$ 330/@ (à vista)
vaca a R$ 315/@ (à vista)

PA-Marabá:

boi a R$ 288/@ (prazo)
vaca a R$ 283/@ (prazo)

PA-Redenção:

boi a R$ 288/@ (prazo)
vaca a R$ 283/@ (prazo)

PA-Paragominas:

boi a R$ 294/@ (prazo)
vaca a R$ 284/@ (prazo)

TO-Araguaína:

boi a R$ 293/@ (prazo)
vaca a R$ 281/@ (prazo)

TO-Gurupi:

boi a R$ 291/@ (à vista)
vaca a R$ 279/@ (à vista)

RO-Cacoal:

boi a R$ 294/@ (à vista)
vaca a R$ 284/@ (à vista)

RJ-Campos:

boi a R$ 307/@ (prazo)
vaca a R$ 293/@ (prazo)

MA-Açailândia:

boi a R$ 286/@ (à vista)
vaca a R$ 269/@ (à vista

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